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Campo Grande

Dia de Finados: 170 mil campo-grandenses vão rezar pelos mortos, estima prefeitura

Sepulturas do fundador da cidade e de Glauce Rocha, consagrada artista, ficam no mais antigo cemitério da cidade

02 novembro 2018 - 11h20Por Celso Bejarano

Estimativa da prefeitura de Campo Grande é a de que ao menos 170 mil pessoas visitem os três cemitérios públicos da cidade, nesta sexta-feira (2), feriado nacional pelo dia dos Finados, ritual instituído pela Igreja Católica em 998, 1020 anos atrás.

Durante todo o dia, por determinação da Agetran (Agência Municipal de Transportes e Trânsito) a tarifa do transporte coletivo caiu de R$ 3,70 para R$ 1,48 aos passageiros que usam o cartão eletrônico.

O cemitério que deve ser mais visitado é do Santo Amaro, com 110 mil pessoas, o São Sebastião, também conhecido como Cruzeiro, 40 mil e o mais antigo da cidade, o Santo Antônio, com 20 mil pessoas.

É no cemitério Santo Antônio, situado na Avenida Consolação esquina com a Avenida Calógeras, na Vila Santa Dorothéa, que fica o túmulo do fundador da cidade, o desbravador José Antônio Pereira, nascido em 19 de março de 1825 e morto em 11 de janeiro de 1900.

Ele morreu um ano depois da emancipação política de Campo Grande. Antes de vir para a região, José Antônio morava em Barbacena, cidade de Minas Gerais.

Ainda no Santo Antônio fica o túmulo de Glauce Rocha, atriz consagrada nacionalmente, nascida em agosto de 1930 e morta em outubro de 1971, aos 41 anos de idade. Ao menos pela manhã desta sexta-feira o túmulo dela não havia sido visitado.

HISTÓRIA

Joel Joerke, 75, um dos administradores do cemitério Santo Antônio, disse que ali existem 14 mil túmulos e hoje só é realizado sepultamento de integrantes de famílias que já adquiriram espaços por lá.

Antes da criação do Santo Antônio, na década de 1940, as pessoas eram enterradas no espaço hoje ocupado pela Praça Ary Coelho, principal da cidade, situada no centro financeiro do município.

Ainda no Santo Antônio, muitos ambulantes negociavam pela manhã água, flores e velas.
Grande parte do cemitério é ocupada por restos mortais de famílias japonesas, colônia que habita a cidade desde a década de 1920.

O religioso da Igreja Católica José Campos Neves, ministro da eucaristia, aproveitou o dia para arrecadar dinheiro e aplicar em projetos sociais, como comprar cestas básicas para famílias carentes e também em acampamentos de sem terra.

“A crise está feia”, disse Neves, pela manhã, queixando-se das baixas doações.

O dentista Máximo Queiroz, visitante, afirmou que vai ao Santo Antônio desde 1989, quase três décadas. “Vou nos túmulos de parentes e também de ex-clientes”, afirmou.

Por volta das 9h, os católicos promoveram uma missa no local.
 

 

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