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Campo Grande

Trânsito de Campo Grande matou seis pessoas ao mês em 2018

Para pesquisador, é preciso investir mais em educação de trânsito em todos os eixos da sociedade

30 dezembro 2018 - 07h00Por Nathalia Pelzl

Um levantamento feito pelo Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPtran) de Campo Grande  aponta que, do início do ano até o começo do mês de dezembro, mais de 8.817 acidentes aconteceram. Uma das principais causas destes acidentes é a combinação de álcool e direção.

Segundo o relatório, 4553 destes acidentes tiveram vítimas, sendo 78 com vítimas fatais, o equivalente a 6,5 mortes por mês.  No mesmo período do ano de 2017, foram registrados 70 óbitos em acidentes de trânsitos em Campo Grande.

Apesar de ter aumentado o número de mortes em 2018, o ano de 2017 teve registro de 9.411 acidentes, 594 a mais do que o mesmo período de 2018.

MS

Em Mato Grosso do Sul  mais de 200 mortes no trânsito. Nos primeiros 10 meses do ano passado, 248 pessoas perderam as vidas em todo o Estado.

Para quem perde um familiar ou amigo nestas circunstâncias o que fica é a dor, saudade e o sentimento de injustiça, já que em Mato Grosso do Sul vários responsáveis por este tipo de crime conseguiu liberação na justiça após pagamento de fiança.

Comportamento de risco

Para o psicólogo e pesquisador do comportamento de risco no trânsito Renan Soares Júnior, o que precisa ser feito para evitar este tipo de situação é a educação no trânsito em todos os eixos da sociedade, e não apenas na educação escolar.

“Esses problemas que temos no trânsito é uma questão cultural, uma inversão de valores. As pessoas são no trânsito o que elas são na vida. Então, é preciso investir mais em educação de trânsito, e não apenas em escolas ou para os novos motoristas, mas para todos”, ressalta.

Impunidade

Para o pesquisador, a sensação de impunidade também é muito presente no Brasil, mas para os condutores aumentam quando são parados em fiscalizações.

“Muitos ficam bravos quando são parados em fiscalizações, falam que não são bandidos, que são cidadãos de bem, mas essas pessoas precisam se conscientizar que ser cidadão de bem é ser parado nessas fiscalizações”, comenta.

Renan comenta sobre a falta de uma cidade inclusiva com mais faixas de pedestre, mais ciclovias e acessibilidade para todos. “O motociclista é o mais atingido no trânsito pela situação de vulnerabilidade, assim como os pedestres e ciclistas estão expostos. Não e porque motoqueiro é ruim, existe gente errada em todas as posições, o que precisa ser feito é a educação gera no trânsito”, finaliza.