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domingo, 16 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Abandonada, comunidade se une para reformar praça do Coophamat

30 agosto 2015 - 17h06Por Kamila Alcântara

Localizada no Centro Comunitário, a única praça de lazer do bairro Coophamat, na região do Trevo Imbirussu, está completamente abandonada pela administração pública de Campo Grande, e a solução foi a comunidade se unir para reformar o local e tornar adequado para o lazer de crianças e adultos.

No Centro Comunitário funciona um projeto social que atende as crianças do bairro. “Aqui é complicado, pois usamos durante a semana com o projeto das crianças, mas no fim de semana é aberto ao público. Na segunda temos que chegar catando o lixo deixado e os cacos de vidros que podem machucar os alunos”, conta a coordenadora do projeto, Elaine de Oliveira, 45.

(A quadra têm traves e tabelas improvisadas. Foto: Deivid Correia)

Ainda segundo Elaine, o parquinho de brinquedos está sendo reformado aos pouco, também com a ajuda dos moradores. “A diretora aqui, juntamente com uma vizinha, estão reformando os brinquedos aos poucos. Antes era impossível as crianças brincarem, pois estavam enferrujados e quebrados”, conclui.

Segundo um mecânico de máquinas pesadas, de 33 anos, que preferiu não se identificar, há anos a Prefeitura não “dá as caras” no local, existem irregularidades e a manutenção é feita pelos próprios moradores. “Primeiro eu não entendo porque tem uma antena de internet em um local público, isso é ilegal. A grama é cortada ela diretora do projeto e a quadra de areia, que o pessoal usa para jogar futevôlei, foram os vizinhos que se juntaram e montaram com o dinheiro do bolso, sem ajuda de nenhum político”, comenta.

(Foto: Deivid Correia)

Dono da padaria em frente a praça há 18 anos, o senhor José Maria, 63, os prefeitos mudam, mas os problemas do bairro nunca cumpre a promessa de reformar o local. “Essa praça está sendo reformada com o dinheiro de festinhas feitas pelos moradores, pois não tem apoio de nenhum político. Esse Prefeito, o Gilmar Olarte, foi um dos que vieram aqui, desse que ia deixar tudo novo e depois nunca mais voltou”, afirma José.