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Projeto incentiva visitas aos sítios arqueológicos de Mato Grosso do Sul

Acadêmicos querem divulgar e preparar locais de turismo sustentável pouco conhecidos no Estado

19 maio 2022 - 15h15Por Elizeu Ribeiro

Com o intuito de fortalecer a economia do estado através de práticas sustentáveis, acadêmicos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) desenvolveram o programa "Rota Rupestre". 

O foco principal é incentivar o turismo aos sítios arqueológicos que possuem arte rupestre e registros de passagens de seres vivos no Estado, buscando também preparar a comunidade para a movimentação de renda através dos ecossistemas locais.

O projeto tem como base a arqueologia, campo importante para entender como os seres humanos que habitaram esses locais anteriormente realizavam suas atividades e construíram seus ambientes. Através de evidências históricas concentradas no solo, materiais enterrados pelo tempo e principalmente a Arte Rupestre, acontece a necessidade de recolher essas informações e estudá-las aqui em Mato Grosso do Sul.

O programa funciona em seis linhas de atuação: setor turístico, trabalhos científicos, produção de bijuterias e joias, comidas típicas e regionais, apoio e divulgação da agricultura familiar e por fim customização de produtos. Todos integram e agem nas 14 cidades em que a Rota atua, possuindo entre elas nomes como Jaraguari, Chapadão do Sul e Alcinópolis.

A Rota espera nos próximos períodos que se tenha um aumento no número de sítios arqueológicos e paleontológicos registrados, um giro na economia e a geração de empregos nas áreas de Turismo e comércio local. E também, no quesito social, a popularização nacional do conhecimento que pertence a essas regiões, visando a valorização e divulgação dos locais sem esquecer a preservação ambiental.

Os alunos que integram o projeto são de áreas distintas que vão desde Engenharia de Computação a História, e através da participação deles pretende-se que aconteça a imersão de estudantes tanto em temáticas arqueológicas como na comunidade local.

Os professores responsáveis são Ivo Leite Filho e Lia Brambilla. Por fim, a iniciativa conta com a parceria da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, FUNDECT - Fundação de Apoio à Ciência, Pesquisa e Tecnologia de Mato Grosso do Sul, entre outros.