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Campo Grande

Acampados pró-impeachment relatam insegurança: 'ameaçaram tacar fogo em barracas'

21 março 2016 - 09h23Por Dany Nascimento

Os organizadores do movimento Reaja Brasil continuam acampados na frente do Ministério Público Federal, na Capital e prometem permanecer no local até a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a saída da presidente Dilma Rousseff, ambos do PT, do poder. Um grupo formado por quatro pessoas continua nos canteiros da Avenida Afonso Pena e afirmaram ao TopMídiaNews que uma escala de revezamento foi feita para que o local tenha manifestantes durante todo o dia.

Os protestantes destacam que a população está dando apoio maciço ao grupo, já que passam pelo local oferecendo água e comida. "As pessoas passam aqui oferecendo água e comida. Muitos param e perguntam se estamos precisando de alguma coisa. Estamos recebendo o apoio da população que também não aguenta mais a corrupção na política", explica o administrador Douglas Silva, de 24 anos.

 

Porém, o grupo se mantém no local agradecendo o apoio daqueles que sempre demonstram preocupação, mas procuram manter os 'olhos bem abertos', já que segundo eles, um grupo pessoas, se dizendo petistas, passou pela Avenida fazendo ameaças, alegando que colocariam fogo nas barracas durante a noite.

"Eles passaram aqui e ameaçaram colocar fogo nas barracas. Diante dessa ameaça, comunicamos a polícia e durante a noite, sempre fica um grupo de pessoas acordados sentados do lado de fora das barracas para evitar que isso aconteça. Todos os dias os policiais passam por aqui e perguntam se está tudo bem, estamos tendo esse apoio", ressalta José Olímpio de Lima Silva.

O grupo afirma ainda, que a resposta que deram ao grupo que fez a ameaça foi o 'silêncio', levando em consideração que essa seria a melhor resposta para os ameaçadores.  De acordo com o Bombeiro Alessandro Marcelo dos Santos, 33 anos, que trabalhou durante a madrugada e se deslocou para o local assim que saiu do trabalho, o objetivo é combater a corrupção política no Brasil. "Vamos ficar aqui até a saída da Dilma e a prisão do Lula. Trabalhei das 18 horas de ontem até às 6 horas de hoje. Assim que sai, vim para o local, vou ficar aqui um pouco e depois sigo para a minha casa para descansar. Temos que nos dedicar para combater a corrupção que existe no nosso país".

Alessandro explica que já houve questionamentos sobre qual político estaria "bancando" o grupo para manter o protesto no local. "Já vieram perguntar quem estaria bancando isso, mas aqui não aceitamos políticos. Estamos aqui para fazer o nosso país funcionar, não aceitamos que políticos cheguem perto do nosso acampamento".

Para a escritora jurídica, artista plástica e advogada Ainda Domingos, 60 anos, aqueles que defendem a gestão do Partido dos Trabalhadores já se sentem envergonhados diante das atitudes tomadas pelo governo federal. "Eu acho que até eles sentem vergonha deste governo".

Sobre a possibilidade de afastamento da presidente através de um impeachment, os protestantes garantem que não aceitam o vice-presidente, Michel Temmer do PMDB no poder e prometem manter as manifestações, até que uma nova eleição seja realizada.