TCE Novembro
Menu
segunda, 29 de novembro de 2021 Campo Grande/MS
pmcg revia negocios
Campo Grande

ACP deve avaliar greve em assembleia geral na próxima semana

07 março 2016 - 10h45Por Izabela Sanchez

Com as negociações salariais entre a ACP (Sindicato campo-grandense dos profissionais da educação pública) e a prefeitura, paradas, o sindicato deve aproveitar as paralisações dos dias 15, 16 e 17, que fazem parte de um movimento nacional dos professores, e aderir a greve de três dias, além de realizar assembleia e deliberar sobre o indicativo de greve geral após os atos.

O presidente da ACP, Lucílio Souza Nobre, explicou que a assembleia deve ocorrer no dia 17 a tarde. “Vamos realizar uma assembleia no dia 17 a tarde e não tenho como dizer se terá ou não o indicativo, não posso responder pela assembleia. Estamos torcendo para que a prefeitura cumpra o que prometeu e não haja esse indicativo”, declarou o presidente, que também afirmou que as negociações estão paradas.

O sindicato, no entanto, está incomodado com a decisão da prefeitura de retomar as negociações somente após receber uma resposta do Ministério Público Estadual (MPE) a respeito das questões de servidores terceirizados (OMPEP e Seleta), cuja justificativa é a interferência na folha de pagamento.

“Somos servidores, não temos nada a ver com os problemas da gestão. A gente não achou bom colocar o MPE como se tivéssemos alguma ligação com os problemas da prefeitura”, contou o presidente da ACP.

Dentre as mobilizações dos dias 15, 16 e 17, o sindicato pretende destacar e desmentir a propaganda da Prefeitura Municipal que circula em rede nacional, afirmando que a categoria tem um dos melhores salários do país e que recebe de acordo com o piso nacional (Lei nº 11.738/2008). Os professores reivindicam 13,01% referentes ao reajuste do ano passado, de acordo com a lei, além dos 11,36% relativos a este ano.


Mobilização

No dia 15 a ACP deve realizar uma passeata e uma panfletagem, com o foco em chamar a atenção das pessoas para o fato da prefeitura descumprir a Lei do Piso Nacional. No dia 16, junto com a Fetems (Federação dos trabalhadores em educação de Mato Grosso do Sul), o sindicato deve realizar uma caminhada pública.

No dia 17, a categoria pretende ocupar a Câmara Municipal em protesto no período da manhã. Já na parte da tarde, a ACP deve realizar assembleia em que irá deliberar sobre o indicativo de greve.