O réu Jeferson Nunes Ramos, de 41 anos, acusado de queimar a companheira Giseli Cristina Oliskowski, 40 anos, viva, em Campo Grande, vai a júri popular.
A decisão judicial foi tomada após a conclusão da fase de instrução processual, que incluiu depoimentos de testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do próprio acusado, que optou por permanecer em silêncio. Também foram levadas em conta as provas colhidas durante a investigação e a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, os elementos apresentados até o momento indicam que o crime foi praticado com extrema crueldade e sem chance de reação por parte da vítima, o que configura a qualificadora de feminicídio.
O crime
Jeferson foi preso no dia 1° de março após matar a companheira, em uma residência na Rua Filipinas, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.
O crime teria ocorrido após uma possível discussão entre o casal. Segundo informações iniciais, a vítima teria sido morta a pedradas e em seguida teve o corpo carbonizado e enterrado em uma cova rasa no quintal da residência.
A Polícia Militar foi acionada e ao chegar no local encontrou o suspeito que foi detido por populares e entregue a guarnição. Equipes da Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros também atenderam a ocorrência.
Jeferson recebeu voz de prisão e foi levado à Deam (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher). O crime foi classificado como feminicídio e se tornou o sexto caso em 2025 no Estado.
A Perícia da Polícia Civil já está no local para início das investigações policiais.







