Na tarde desta segunda-feira (15), a adolescente Hillary Portilho de Sousa, de 13 anos, teve o pé preso e foi arrastada por um ônibus do transporte coletivo. Ao procurar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário para exame de Raio-x nesta terça-feira (16), foi informada que o local estava com o aparelho ‘em manutenção’.
Segundo o pai da adolescente, Davi Alves de Souza Filho, de 52 anos, a menina machucou o quadril e teve escoriações na região da perna, braços e mãos. Porém, durante o atendimento, não foi feito nem um tipo de curativo. “Ela está reclamando de dores, a mão dela esfolou bastante, arrancou parte da pele, está bem horrível e vai demorar para voltar ao normal”.
No dia do incidente, a jovem passou por um exame de raio-X. Como continuava sentindo dores, a família buscou uma nova consulta, desta vez na unidade de saúde do bairro Noroeste, onde foi solicitada outra análise de raio-X e feito o encaminhamento para a UPA Universitário. No entanto, ao chegar à unidade, a família foi surpreendida com a informação de que a máquina estava em manutenção, apesar de ter sido utilizada normalmente menos de 24 horas antes. “Fica difícil pra gente, estamos sem saber o que fazer”, disse Davi.
O incidente
Segundo informações apuradas pela reportagem no local, o acidente aconteceu quando o coletivo fazia o trajeto do bairro Noroeste até o Terminal Hércules Maymone. Ao chegarem, vários passageiros desceram, mas a jovem demorou para sair. O motorista, sem perceber que ela ainda estava próxima à porta, acabou fechando-a, prendendo o pé da estudante. A menina chegou a ser arrastada por alguns metros.
Passageiros gritaram desesperados, alertando o condutor, que parou o veículo e prestou assistência a vítima. Os passageiros da próxima parada foram realocados para outro coletivo.
Ainda conforme o pai da menina, ela demorou a descer, pois a alça da mochila ficou presa no banco do coletivo. “Ela ficou com metade do corpo para fora e foi praticamente arrastada no chão. Foi uma coisa horrível”. Nesta terça-feira, a jovem conseguiu realizar os curativos necessários.
Sobre a falta de exames na UPA Universitário, a reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretária Municipal de Saúde) e aguarda esclarecimentos.







