Mãe solo de quatro filhos, Andressa relatou as dificuldades enfrentadas para garantir o tratamento de saúde do filho Lucas Henrique, de 13 anos, que ficou com sequelas após uma infecção grave e aguarda exames, terapias e acompanhamento médico pela rede pública.
Segundo o relato, Lucas Henrique enfrentou, em julho do ano passado, uma infecção grave de artrite asséptica e osteomielite, que resultou em três meses de internação hospitalar. Durante o período, o adolescente passou por seis cirurgias e, na segunda intervenção cirúrgica, sofreu uma parada cardíaca, permanecendo em coma por 15 dias.
Após as cirurgias, Lucas perdeu os movimentos do braço e da perna direita. Recentemente, novos exames apontaram alterações relacionadas à infecção, além de anemia. Desde então, a mãe afirma que o filho necessita de acompanhamento constante, exames periódicos e medicações que não são disponibilizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Andressa explicou que trabalha realizando diárias, mas não tem conseguido manter a renda por causa da condição do filho, que depende dela para deslocamentos e cuidados. Conforme relatado, cada caixa do medicamento utilizado no tratamento custa cerca de R$ 200, sendo necessárias quatro caixas. Além disso, exames como ressonância magnética não foram disponibilizados pela rede pública, e o valor encontrado no setor privado chega a R$ 900 por exame, sendo três solicitações: braço, quadril e perna.
A mãe também relatou que Lucas deveria estar em fisioterapia desde a alta hospitalar, em outubro, mas até o momento não conseguiu iniciar o acompanhamento. Segundo ela, o adolescente também não teve retorno com o ortopedista da Santa Casa, em razão da paralisação dos atendimentos, e não recebe acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, apesar das mudanças bruscas em sua rotina e qualidade de vida.
Antes da doença, Lucas praticava esportes e atividades físicas. Após as sequelas, passou a enfrentar crises emocionais e dificuldades de adaptação. Andressa informou ainda que deu entrada no Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), mas o pedido está em análise há mais de um mês.
A família afirma que aguarda respostas do poder público e busca ajuda para custear exames, medicamentos, transporte e dar continuidade ao tratamento do adolescente, por meio de uma vaquinha on-line, para ajudar click aqui.
O espaço permanece aberto para manifestação dos órgãos responsáveis.







