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Campo Grande

Advogado se 'atrapalha' e diz que chip de Olarte não está com Gaeco

24 outubro 2015 - 11h03Por Dany Nascimento

Após afirmar que o celular do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP por liminar) continua com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o advogado Jail Azambuja afirmou que diante das alterações feitas no aplicativo 'WhatsApp' do celular, 'se lembrou' de que apenas o aparelho foi entregue aos investigadores.

Jail foi questionado sobre o fato do perfil de Olarte ter sido atualizado no aplicativo, com uma foto com a frase "Se a sentença não veio de Deus, ela não terá poder sobre nós" e destacou que o chip não ficou com os investigadores. Além disso, o perfil é visualizado constantemente.

 "Quando você falou agora eu me lembrei de que foi apreendido apenas o aparelho, não sei se ele está usando este número que teve atualizações ou se é outra pessoa porque eu falo com ele por outro número", afirma Jail. 

Questionado sobre a possibilidade de Olarte se pronunciar, o advogado afirmou ao TopMídiaNews que o cliente decidiu se manter incomunicável e evita conversar com a imprensa, se mantendo isolado. Porém, o prefeito afastado analisa convocar uma coletiva de imprensa na próxima semana para "explicar" as denúncias feitas pelo Ministério Público Estadual.

Desde que deixou a prisão no dia 7 de outubro, Olarte não foi mais visto pelas ruas de Campo Grande, se mantendo longe dos holofotes.

Entenda o caso

O desembargador Luiz Cláudio Bonassini, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, acatou o pedido de prisão, impetrado pelo Ministério Público Estadual, contra o prefeito afastado Gilmar Olarte e do megaempresário João Amorim, na Operação Coffee Break, do Gaeco, que investiga compra de votos para a cassação de Alcides Bernal.

A decisão foi confirmada no dia 1º de outubro e oficiais de Justiça foram até a casa de Olarte e Amorim, mas ambos não foram encontrados. Amorim se entregou no mesmo dia na sede da Delegacia de Repressão a Roubo a Banco e Sequestros (Garras) e Gilmar se entregou nas primeiras horas do dia 2 de outubro, na 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande e foi encaminhado para o Presídio Militar Estadual.

Amorim conseguiu ser solto após entrar com um pedido de Habeas Corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O advogado de Olarte também ingressou um pedido, mas o pedido não foi acatado e Olarte ficou preso cinco dias.

Desde o dia que deixou a prisão, Gilmar Olarte se mantém isolado, aguardando o resultado da Operação.