A Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) intensificou a fiscalização na área central de Campo Grande com a instalação de blitz em pontos estratégicos. De segunda (18) até a manhã de hoje (22), já foram 1469 abordagens, 20 apreensões de carros, 34 motos e dois caminhões.
Conforme o chefe de fiscalização de trânsito da Agetran, Éder Vera Cruz, as ações fazem parte da campanha maio amarelo. “É uma ação de conscientização da população para os acidentes fatais que ocorrem no trânsito. As principais causas são abuso da velocidade, álcool, problemas na sinalização e na pista, mas o que tem prevalecido é o comportamento dos condutores e dos pedestres”, explica.
Nas blitzes, 217 veículos foram notificados, dentre as infrações mais frequentes, os agentes registraram 30 autuações por conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório, 42 pessoas foram notificadas por dirigirem sem possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) ou PPD (Permissão Provisória para Dirigir) e 15 por permitir posse/condução do veículo a pessoa sem CNH ou PPD.
Em relação às notificações por excesso de velocidade em uma das vias, 52% do total de condutores transitaram em velocidade superior a máxima permitida em mais de 20% até 50%. Além disso, 30% das pessoas notificadas foram flagradas trafegando acima de 20% da velocidade permitida e 18% dos condutores transitaram acima de 50%.
Tanto as regiões como os horários de atuação dos agentes de trânsito foram definidos após análise técnica dos acidentes mais frequentes. No momento, os agentes estão fazendo fiscalizações em diversos pontos como a Rua Calógeras, Rua Antônio Maria Coelho, Avenida Fábio Zahran, Avenida Guinter Hans, Avenida Ricardo Brandão e Avenida Nelly Martins. As ações continuam até o fim do mês.
Estatísticas
De janeiro até agora, já foram registrados 22 acidentes com vítimas fatais e os motociclistas lideram a faixa de risco, com 15 óbitos. “As estatísticas revelam que em 80% dos acidentes, os motociclistas são uma das vítimas e os jovens na faixa etária dos 18 a 25 anos que mais engrossam esses índices. Nossa meta é diminuir os acidentes, portanto, o número de blitz irá aumentar na Capital. Temos que tirar de circulação os condutores e veículos irregulares”, explica a diretora-presidente da Agetran, Beth Felix.







