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Campo Grande

20/08/2025 09:30

Alunos da UFMS organizam protesto e pedem demissão de professor condenado por estupro

Docente foi mantido na instituição durante anos, mesmo sob investigação

Acadêmicos do curso de Biologia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) organizam manifestação para exigir a demissão do professor condenado por estupro contra uma aluna da própria instituição, ocorrido em 2016. Os protestos se intensificaram nos últimos dias após o professor ter sido promovido pela instituição de ensino. 

Lotado como docente no Inbio (Instituto de Biociências), foi condenado em primeira instância no dia 12 de março de 2025 pela Justiça Estadual, após o estupro contra uma ex-aluna da instituição, em 2016, durante uma festa de confraternização. À época, a universidade determinou o afastamento preventivo do professor e constituiu uma Comissão de Processo Administrativo Disciplinar “para a completa apuração de responsabilidade do servidor [...] e revisa o ato administrativo de agosto de 2016, que havia definido pela não apuração dos fatos pela UFMS”, conforme a instituição. 

Porém, o docente seguiu no quadro de funcionários, dando a aulas, sem alterações no salário, e em 11 de agosto deste ano, foi promovido, passando de adjunto 4/ para associado 1, com aumento de salário. Com uma repercussão negativa nas redes sociais, a UFMS anulou a promoção do servidor. 

"O servidor afastado está impedido de obter a progressão referente ao período 2023-2025 e a UFMS imediatamente anulou a sua promoção. O servidor segue integralmente afastado, aguardando a conclusão do processo administrativo disciplinar", disse em nota enviada a reportagem.

Segundo o Centro Acadêmico do curso, responsável pela organização da manifestação, os alunos querem a demissão do professor e um posicionamento da universidade. 

“A UFMS deveria se envergonhar por ter medo de demitir um estuprador, deveria se envergonhar por barganhar e negociar com alguém que cometeu um crime irreparável. A UFMS deveria ser um pilar de exemplo dentro da sociedade e principalmente para seus estudantes que dedicam anos de suas vidas em prol do desenvolvimento e da educação e pesquisa no Brasil”, disse nas redes sociais. 

“Não houve posicionamento sobre o caso, mas a UFMS tem feito várias palestras no campus para apresentar canais como a ouvidoria e corregedoria. Porém, sobre o PAD [Processo Administrativo Disciplinar], nada”, argumenta a presidente do Centro, Rebeca Garcia. 

“Ter aula com um estuprador representa uma violação direta e é absolutamente inconcebível”, reforçou nota de repúdio do Centro. O ato será realizado nesta quarta-feira (20), às 11h, em frente à biblioteca da Cidade Universitária, em Campo Grande.
 

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