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Campo Grande

há 3 meses

"Anos de espera, dor e esperança", diz pai após suspensão de médicos por erro grave em MS

Roberto Avelar Júnior ficou em estado neurovegetativo após sucessivos erros médicos

Em nota publicada em suas redes sociais, o vereador Beto Avelar (PP) comentou sobre a punição dos médicos envolvidos no caso do filho, Roberto de Avelar Júnior, o Juninho, que ficou em estado neurovegetativo após uma simples cirurgia de retirada de placa no braço, em 2022.

O julgamento foi realizado na noite da última quinta-feira (23) pelo CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul), e determinou que os médicos Antônio Rodrigues de Pontes Neto, anestesista, e Karin Kiefer Martins, diretora técnica de um hospital particular, fiquem suspensos por 30 dias do exercício da medicina, punição considerada gravíssima pelo Código de Ética Médica. 

“O silêncio sobre o erro médico é cúmplice do próximo erro e o CRM/MS não foi conivente com os médicos que, ao errarem, destruíram a vida de meu filho e de minha família. E isso vai ajudar para que outros casos também sejam elucidados”, disse o vereador. 

Antônio Rodrigues Pontes Neto foi condenado por infrações aos artigos que proíbem causar dano ao paciente, por “imperícia, imprudência ou negligência, delegar atos médicos exclusivos a outros profissionais, desobedecer acórdãos do Conselho, não obter consentimento informado e deixar de usar todos os meios disponíveis de prevenção e tratamento”. Já a diretora técnica Karin Kiefer Martins foi punida por desobedecer resoluções do Conselho, acobertar erros médicos e deixar de denunciar condutas antiéticas.

Para Beto, o julgamento traz a sensação de alívio, ao ver que há possibilidade de punição a médicos que cometem erros. “Com o julgamento de ontem, parece que tirei um peso enorme das costas: A justiça para o paciente é a única cura para o erro médico”. Ele também comenta que o próximo passo é, em recurso adesivo, pedir pela cassação dos registros profissionais dos médicos envolvidos. 

ERROS

Roberto havia procurado o hospital, em fevereiro de 2022, para realizar um procedimento cirúrgico, destinado à retirada de um pino do braço, colocado após uma fratura dois anos antes. No entanto, durante a cirurgia, o paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória e acabou ficando em estado neurovegetativo.

Durante o procedimento, estavam presentes duas técnicas de enfermagem, o médico-cirurgião e o anestesista, responsável por aplicar a sedação venosa. Cerca de dez minutos após o início da cirurgia, Roberto sofreu uma parada cardiorrespiratória.

A denúncia aponta ainda que, no momento em que o paciente sofreu a parada, o anestesista não estava presente na sala de cirurgia, sendo necessário que uma das técnicas de enfermagem saísse para chamá-lo.

O jovem foi reanimado e recuperou os sinais vitais, mas, após o término do procedimento, foi transferido para o CTI (Centro de Terapia Intensiva) e, desde então, permanece em estado neurovegetativo, com sequelas neurológicas graves decorrentes da parada cardiorrespiratória durante o procedimento.

“Infelizmente, o que sinto é um luto diário com meu filho vivo. Mesmo estando ao lado dele todos os dias, a saudade é tão grande que parece transbordar do peito. Esse erro médico adoeceu toda a minha família”, desabafou Beto. 

Entretanto, o pai de Juninho acredita que a condenação deu forças para si e para outras famílias que buscam justiça. 

“Foram anos de espera, dor e esperança. Quando comecei a divulgar o caso, recebi muitas mensagens e denúncias de outras pessoas que também sofreram com erros médicos — e isso mostra o quanto esse problema é grave e precisa ser enfrentado com coragem e verdade. Não posso me dar o luxo de esmorecer — preciso seguir firme por ele, por nós e por todas as famílias que ainda esperam justiça. Foi um passo importante na busca por responsabilidade, por verdade e, acima de tudo, por dignidade”, completou.
 

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