Fábio Júnior de Souza Feitosa, 44 anos morto após ser estrangulado pelo genro neste domingo (18), no Jardim Tarumã, havia agredido a esposa e uma vizinha a capacetadas horas antes de morrer, em Campo Grande. As agressões levaram as duas mulheres a procurar a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) ainda durante a tarde.
De acordo com as novas informações apuradas, Fábio estava agredindo a própria esposa quando a vizinha tentou intervir para defendê-la. Nesse momento, Fábio passou a atacar também a vizinha, utilizando um capacete para desferir golpes contra as duas mulheres.
Após as agressões, a esposa e a vizinha foram levadas por uma equipe da Polícia Militar até a Deam para registrar boletim de ocorrência. Enquanto isso, o genro da vítima foi até a residência para ajudar a cuidar das crianças da família, quando o desentendimento aconteceu.
Segundo relatos, após deixar o local, Fábio retornou à casa já no período da noite e tentou entrar à força no imóvel. O genro teria impedido a entrada, momento em que Fábio passou a ameaçá-lo e tentou atacá-lo novamente com um capacete.
O genro pediu ajuda a vizinhos para acionar a Polícia Militar e tentou conter o sogro utilizando um golpe conhecido como “mata-leão”. O homem chegou a perder a consciência, foi solto, mas voltou a ser imobilizado em seguida, inclusive com o uso das pernas para conter os movimentos do corpo.
Quando a Polícia Militar chegou ao endereço, Fábio ainda estava sendo contido. Após ordem dos policiais, o genro o soltou, mas os militares constataram que ele já estava sem sinais vitais. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e confirmou a morte.
Vizinhos relataram à polícia que as brigas no local eram frequentes e que Fábio tinha histórico de comportamento agressivo. Ainda conforme os relatos, ele seria usuário de drogas e fazia uso excessivo de álcool, o que costumava desencadear episódios de violência, principalmente contra a esposa.
O genro foi detido em flagrante e encaminhado à delegacia. O caso foi registrado como homicídio e lesão corporal dolosa na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.







