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Campo Grande

Apesar da alta demanda, problema de falta de viaturas está com dias contados

04 maio 2016 - 15h00Por Mariana Anunciação

Nesta semana, o Top Mídia News divulgou que a falta de viaturas atrapalhou novamente o serviço do Corpo de Bombeiros no atendimento à população de Campo Grande. Mas o Governo do Estado já adquiriu 8 UR (Unidades de Resgate) para os bombeiros, por meio de processo licitatório que já foi concluído, os valores pagos e a previsão de entrega dos novos veículos é até o dia 15 deste mês de maio.

Uma das viaturas dos bombeiros apresentou problemas nesta segunda-feira (2), porém o conserto já foi providenciado. Segundo a Sejusp (Secretaria de Segurança Pública do Estado Mato Grosso do Sul-Geral) é importante lembrar que os bombeiros integram a central de vagas do município que conta com outras 7 Unidades de Resgate, sendo assim, há um total de 8 UR disponíveis para atender a população. 

Mas, de acordo com a assessoria da Prefeitura Municipal, pelo contingente populacional e extensão territorial, Campo Grande deve contar com 10 UR, o que não vem ocorrendo. Atualmente, a UR-44 dos bombeiros que teve que ser fechada com atadura para transportar o paciente à Santa Casa foi consertada e a Capital disponibiliza 2 UR dos bombeiros, totalizando 11viaturas para prestar atendimento em geral.

 

Foto: Mariana Anunciação

 

Já o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) não quis revelar números. “Nosso quantitativo está estável. As viaturas passam por constantes manutenções para evitar danos maiores que as tornem inoperantes”, destacou em nota.

“A UR é apenas uma das viaturas que compõem o socorro dos bombeiros, temos 4 Mob´s (Motos Operacionais dos Bombeiros) que também dão atendimento pré-hospitalar. Além disso, quando o acidente não é tão grave, sem necessidade de mobilizar o paciente ou usar prancha é possível transportar na Auto Socorro (hoje não tem - 1), nas 2 ABR (Auto Busca e Resgate) e até nas 3 ABT (Auto Bomba Tanque)”, contou o coronel Hudson Faria de Oliveira.

As UR dão bastante manutenção porque rodam cerca de 300 km diariamente e, segundo o coronel, o desgaste aumentou por conta das vias danificadas. Outro agravante é o processo burocrático de manutenção, em que há necessidade de se fazer licitação. Mas o problema deve ser resolvido em breve, já que o governo anunciou a vinda de 6 UR para Capital e 2 para o interior.

Avanços

A demanda de colisões na Capital é muito grande, são oito acidentes automobilísticos por dia, sem mencionar as demais ocorrências. “Nós criamos as Mob´s para reduzir o tempo de resposta, cada minuto ganho aumenta em 10% a sobrevida da vítima. Ainda tem o Projeto PB (Ponto Base) em que disponibilizamos uma equipe onde tem maior índice de acidentes e em horários específicos”, destacou o coronel Hudson.

Por meio de dados estatísticos, foram pontuados mais de 100 locais de risco na Capital, dentre eles, estão Avenida Afonso Pena com Ernesto Geisel e próximo ao Shopping Campo Grande; a rotatória da Joaquim Murtinho com a Avenida Ceará; e Avenida Mascarenhas de Morais próximo ao Terminal General Osório.