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Campo Grande

Depois de passar 3 semanas na UTI com covid, Edgar tem que reaprender a comer e andar

Mesmo curado do vírus, ele ainda faz sessões de fisioterapia, fono e acompanhamento no hospital devido à agressividade da doença

11 junho 2020 - 07h00Por Rayani Santa Cruz

Edgard das Neves Pereira, que ficou 21 dias em coma e entubado após se infectar pela covid-19, ainda se recupera e faz acompanhamento semanal no Hospital Regional. Ele teve que reaprender a comer com uma fonoaudióloga e faz sessões de fisioterapia para voltar movimentos nas pernas e braços.

Ele conta sobre os sintomas da doença. “Na metade do mês de março, comecei a me sentir mal, com muita dor no corpo, diarreia e febre. Fui à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida e fui medicado. Minha filha estava assim também. Depois eu fui liberado e passou um dia até eu sentir falta de ar. Eu retornei e falei que desconfiava da covid”.

Ele imaginava que estava infectado, pois trabalhou em uma festa, onde a primeira pessoa diagnosticada em Campo Grande também estava. Mas, depois descobriu que uma pessoa assintomática transmitiu durante uma confraternização. Ele, a esposa e a filha pegaram a doença. Elas ficaram em isolamento e ele acabou sendo internado no Hospital Regional.

“Eu desmaiei na sala de espera [da UPA] e colocaram oxigênio e medicação. Fui enviado para o Hospital Regional, onde os primeiros exames deram inconclusivos. Após isso, o médico me explicou que precisaria me entubar para o medicamento agir mais rápido. Eu fiquei meio assutado e imaginei que não estava bem, e apaguei”.

Ele explica que conversou com o médico e, após a medicação, só acordou após três semanas depois na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“Me deram um medicamento e acordei 22 dias depois. Fiquei 21 dias em coma, tive duas pneumonias, meus rins chegaram a parar e depois voltaram. Eu fiquei mais seis dias em recuperação depois que acordei. Depois de 27 dias no CTI fui para o quarto, com sonda e com medicação”, conta.

Edgar diz que, nesse período do quarto, fez novos exames e foi demonstrada a cura.

“Foi uma luta muito grande, fiquei muito tempo deitado e acabei perdendo movimentos da perna e braços. Em casa, fiquei mais 14 dias de quarentena com acompanhamento do fisioterapeuta e fonoaudióloga para reaprender a comer e andar”. 

Mesmo curado, ele perdeu 20 quilos e ainda está debilitado. Ele diz que a imunidade ainda está muito baixa e tem tomado suplemento alimentar e reposição.

Agradecimento

“O tempo que estive no Hospital Regional, eu fui muito bem tratado, cuidado e tive assistência excepcional. Todos os profissionais foram excepcionais. Pessoas de alto nível que me trataram muito bem com presteza, cuidado e carinho. A doença maltrata demais a gente, e o que a equipe pode fazer por mim, foram até o último grau. Vi esse tratamento com outras pessoas também. Ainda estou fazendo acompanhamento". 

Alerta aos negacionistas

Edgard sente que um milagre ocorreu em sua vida. “Eu saí da morte para a vida. Estive por um fio da morte e graças a Deus sigo na recuperação. Faz mais de 30 dias que tive alta e sigo principalmente na recuperação motora”.

Ele deixou um recado para aquelas pessoas desacreditam da doença e não se cuidam. “A coisa é séria. É algo muito forte, que destrói e as pessoas estão perdendo a vida. Precisa se proteger, usar máscara, higienizar as mães e tomar cuidados básicos. A pessoa pode estar assintomática e contaminar, como no meu caso. A gente precisa evitar, todo cuidado é pouco”, finalizou.