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Campo Grande

30/06/2015 10:23

Após morte de 10 mil peixes, Governo rompe com empresa do Aquário do Pantanal

O Governo do Estado decidiu romper com a empresa Anambi Análise Ambiental, responsável pela morte de cerca de 10.000 espécies em quarentena, no projeto de pesquisa científica “Biodiversidade para todos: da água à popularização da ciência e proteção da vida por meio do Aquário do Pantanal”.

O contrato feito através Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect) e do Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul) foi orçado em R$ 5.215.499,36.


"A Fundect vai monitorar com o corpo técnico do Imasul. A comissão está fazendo um levantamento de quanto custou e quantos peixes morreram", afirmou o governador do estado, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Uma avaliação realizada por especialistas do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta) e da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp)- campus Jaboticabal, mostrou que as recomendações não foram totalmente atendidas.


Cerca de 80% dos animais, em especial os de origem asiática (barbus, labeos, entre outros), australiana (peixes arco-íris), africana (ciclídeos, bagres, etc.) e da Bacia Amazônica, foram a óbito pelas variações de temperatura, 10% por um surto de bactérias de origem desconhecida que atingiu principalmente os peixes locais e 10% por causa da captura.


A maioria dos animais retirados de seu habitat natural apresentaram hemorragias, lesões corporais, olhos saltados, coloração anormal, nadadeiras desfiadas ou necrosadas, e letargia, entre outros problemas.


Estavam em quarentena 12,5 mil exemplares de 131 espécies de peixes de água doce, sendo que 68% de espécies eram pantaneiras, retiradas dos municípios de Corumbá, Jaraguari, Miranda, Bonito, Nioaque, Piraputanga, Coxim e Aquidauana, 13% da bacia Amazônica, 8% da África, 4% Oceania e 7% da Ásia.

O MPE instaurou o Inquérito Civil nº 26/2015, no dia 8 de junho de 2015, com o objetivo de apurar eventual ocorrência de diversas irregularidades envolvendo o licenciamento ambiental da obra, a captura, o manejo e a guarda das diversas espécies de peixes destinados à exposição no Aquário do Pantanal.


A orientação, agora, é que os peixes existentes sejam mantidos nos tanques da quarentena do Aquário até a conclusão do Centro de Pesquisa ou entregues à instituições de ensino e pesquisa. O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) assumirá a manutenção dos peixes até que a obra seja concluída. Ainda assim, o governador admite a possibilidade de transferência das espécies para outra instalação.


Orçamento


O pavilhão de 1500 m² em que os animais foram armazenados custou ao Governo do Estado R$ 255 mil, somados com R$ 1.298.553,82 para aquisição de materiais de pesquisa e de escritório, como freezer e geladeiras para armazenagem de remédios e amostras, tanque rede, armários e notebooks.

Além disso, o governo precisou desembolsar R$ 330.956,01 para a compra de camionete a ser usada pelo projeto quarentena, bombas d’água, plataformas, entre outros. Estes valores não consideram os custos com manutenção do sistema e a folha de pagamento da equipe, que somou R$ 85,3 mil entre setembro de 2014 e março deste ano.

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