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Campo Grande

30/08/2025 18:10

Após perdas importantes, mãe solo toca loja de construções com maestria

Resiliente, Karoline atua em área predominantemente masculina

Persistência e força podem definir a jornada de Karoline Casarin Flávio, de 32 anos, moradora de Campo Grande. Mãe de duas crianças, bacharel em direito, ela assumiu os negócios da família mesmo com a dor da perda, transformando a pequena loja de materiais de construção do pai em um negócio próspero e em constante crescimento. 

Flávio, o fundador e pai de Karoline, faleceu há 11 anos, seguido da mãe, a 10. “Meu pai era advogado e conciliava uma pequena loja de materiais de construção, e após o falecimento dele, meus irmãos não tiveram o interesse em continuar com a loja, mas eu assumi”. 

Ela relembra que quando perdeu a mãe, era recém-formada na faculdade de direito, e ainda não havia feito a prova da OAB, necessária para exercer a profissão. “Precisava sobreviver, pagar as minhas contas, então vi na loja uma possibilidade. Abracei ela e fui com muita vontade de fazer dar certo”. 

A loja era pequena, com apenas Karoline e um funcionário, mas ela foi com a garra de quem queria ver o negócio do pai dar certo. “Prezo muito por ter sido algo do meu pai, ele sempre teve muito carinho pela loja. Hoje somos uma equipe de 12 pessoas, conseguimos adquirir prédio próprio, galpão com estoque, e numa região que temos muito carinho, nos bairros Paraty e Aero Rancho”.  

Segundo ela, os clientes dos bairros são os responsáveis por difundir o nome do empreendimento. “Temos clientes que viraram amigos, que reconheceram a nossa história, que nós dá preferência na hora de comprar, que indica a gente”. 

A mulher ainda perdeu o marido há dois anos, em um acidente de carro, aonde ele voltava de São Paulo para Campo Grande. 

“Tínhamos outro segmento, de transportes, que não deu certo, que resolvi não seguir mais depois do acidente. Minha família achou que eu iria parar com a loja, até queriam que eu parasse, vivesse de outras rendas, mas foi ali que eu falei ‘agora é que eu tenho que continuar’, olhei para a minha equipe e disse: ‘pessoal, agora eu preciso de vocês’. Quis continuar independente do que aconteceu, até mesmo pelos meus filhos”. 

Com a experiência nas mãos, Karoline agora sempre busca atualizar o empreendimento com o que existe de mais novo no mercado da construção, sem se deixar intimidar, por ser uma área diferente do que a sociedade costume ver as mulheres atuando. “Participo de feiras do setor em São Paulo, gosto de visitar as fábricas para não ficar só ali na mesmice, busco produtos diferenciados e com custo-benefício para os clientes; acho que isso é o principal, não ficar acomodado com o que iniciamos, é a busca constante pelo crescimento e o melhor para os nossos clientes”, finaliza. 

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