Os protestos de mães e pais de crianças com deficiência contra a instalação de escola municipal para pessoas com deficiência, em sessão na Câmara, deu resultados. A prefeitura mudou os planos e anunciou que o prédio do antigo Surian será transformado em Emei (Escola Municipal de Educação Infantil).
A confusão teve início depois que o prefeito Marquinhos Trad (PSD) declarou, em coletiva de imprensa, que o local seria readequado pela prefeitura para atendimento a crianças com deficiência.
Ontem, na sessão, os vereadores Valdir Gomes (PP), Dharleng Campos (PP) e Eduardo Romero (Rede) se posicionaram contra a ideia e disseram que o projeto segregava as crianças, que devem conviver com alunos da rede para ampliar o aprendizado.
Da base do prefeito, os vereadores Chiquinho Telles e Enfermeiro Fritz pontuaram que o projeto estava aberto a discussão e que iriam marcar uma reunião com o gestor e o grupo de pais.
Ao final da tarde de terça-feira, o site da prefeitura divulgou que os proprietários do antigo Clube Surian fizeram um acerto com a Câmara de Conciliação Fiscal do Município, para que o antigo clube se transforme em Emei, a antiga creche.
Conforme a prefeitura, o prédio estará apto a receber 400 crianças, do berçário ao grupo 5, com espaço para amamentação, biblioteca, sala de multimídia, espaço lúdico, brinquedoteca, entre outros espaços necessários para o atendimento e desenvolvimento nesta fase inicial da vida da criança.
O acordo para extinção da dívida com os proprietário prevê a condição de manter o nome do clube (a escola será chamada Emei Surian), preservação da fachada e arquitetura, e a inserção de um memorial com a história do clube.
Ao que tudo indica, a ideia de escola municipal para crianças com deficiência foi descartada, apesar de nada ter sido divulgado até o momento.








