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Campo Grande

há 2 semanas

Asfalto inacabado gera lama e transtornos no bairro Ramez Tebet em Campo Grande

Obra deixou trecho sem pavimentação em cruzamento e rua considerada a pior do bairro ficou sem conclusão

Moradores do bairro Ramez Tebet, em Campo Grande, denunciam falhas na execução de obras de pavimentação asfáltica que vêm causando transtornos, principalmente em dias de chuva. Segundo relatos, a linha do ônibus foi asfaltada, mas um trecho central do cruzamento ficou sem pavimento, formando um “quadrado” de terra no meio da via.

Com as chuvas, o local se transforma em um lamaçal. A terra é espalhada pelos veículos que passam pelo trecho sem asfalto, atingindo ruas adjacentes e causando sujeira, risco de acidentes e infiltração de barro sob o pavimento recém-aplicado, o que pode comprometer a durabilidade da obra.

Moradores afirmam que a situação se agrava na rua Fidelis Bucker, apontada como a pior via do bairro. De acordo com a denúncia, a rua chegou a receber intervenções iniciais, mas a finalização não foi realizada após o remanejamento dos recursos destinados à obra.

Áudios atribuídos a um engenheiro da prefeitura, que pediu para não ser identificado, indicam que a paralisação ocorre por falta de repasses financeiros. Em uma das mensagens, ele relata que a obra da etapa A da rua Fidelis Bucker já estava paralisada desde antes de sua entrada no projeto, devido a uma dívida de aproximadamente R$ 1,1 milhão com a empresa responsável.

Segundo o engenheiro, em agosto houve um repasse federal de cerca de R$ 1,4 milhão, mas após o pagamento dos débitos restaram apenas R$ 300 mil, utilizados para concluir a drenagem, executar poços de visita e realizar uma regularização parcial do trecho.

Ainda conforme o relato, após as chuvas, o local ficou em condições consideradas péssimas, sem possibilidade de avançar para a etapa de terraplenagem, já que os recursos se esgotaram. O engenheiro afirma que a empresa responsável informou que deve desmobilizar os equipamentos e solicitar nova paralisação da obra por falta de previsão de novos repasses, que eram esperados para outubro, mas não ocorreram até meados de novembro.

Nos áudios, o engenheiro também menciona que a situação não se restringe ao Ramez Tebet, afetando tanto a etapa B do bairro, que conta com cerca de R$ 150 mil disponíveis, quanto obras no Lajeado e no Parque do Sol. Segundo ele, todas as obras vinculadas a recursos da Caixa Econômica Federal estariam “bem seguradas”, sem previsão de novos repasses.

A população cobra esclarecimentos e providências do poder público diante dos transtornos causados pela interrupção das obras.

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