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Campo Grande

há 2 semanas

Acusada de 'não gostar de crianças', assistente de educação denuncia assédio moral em escola

A mulher está asfastada completamente da Emei desde 2025 por motivos de saúde mental

Uma assistente de educação infantil denunciou ter sido vítima de assédio moral na Emei (Escola Municipal de Ensino Infantil) Maria Carlota Tibau de Vasconcelos, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande. Segundo o relato, a saúde mental da servidora, que prefere não se identificar, ficou abalado após uma reunião com a diretora e coordenadoras da unidade, ocorrida em maio de 2024.

A profissional atuava como contratada. Ela relata que, nos primeiros dias de trabalho, era constantemente deslocada para cobrir outras salas, o que teria ocorrido por cerca de quatro dias consecutivos. Em um desses momentos, afirma que apenas questionou se outra pessoa poderia assumir a substituição, recebendo como resposta um simples "não".

No dia 7 de maio de 2024, a servidora foi chamada para uma reunião com a diretora, duas coordenadoras e outra profissional. Durante o encontro, ela afirma ter sido acusada de se recusar a cumprir ordens, o que nega. Segundo o relato, também teria ouvido críticas pessoais, como a afirmação de que “não sorria”, “não fazia amizades” e “não era expressiva”.

A situação teria se agravado quando, ainda conforme a denúncia, integrantes da gestão escolar insinuaram que a assistente “não gostava de crianças” e que “não se encaixava no padrão da Emei”. A profissional relata que atuava na educação infantil há seis anos, sem qualquer registro de reclamações ou advertências em outras unidades.

Ao final da reunião, a assistente afirma que foi pressionada a assinar uma ata com conteúdo que não condizia com sua versão dos fatos, enquanto se encontrava em estado de forte abalo emocional.

Adoecimento mental

Após o episódio, a servidora relata que entrou em profundo sofrimento psicológico. Já em tratamento por ansiedade antes do ocorrido, teve o diagnóstico inicialmente alterado para depressão leve, que evoluiu.

Ela conta que passou a ter crises frequentes de choro, insônia e episódios de ouvir vozes que repetiam as acusações feitas durante a reunião.

A servidora passou a ser acompanhada pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps), onde segue em tratamento desde então. Ela ficou internada por dez dias e permanece afastada do trabalho desde maio de 2024.

Assistente denuncia assédio moral em EMEI e relata adoecimento psicológico após reunião com direçãoLaudo do Caps feito mais recentemente pela mulher, em dezembro (Foto: Repórter Top)

“Eu só conseguia chorar e repetir que gostava de crianças, que não era uma pessoa ruim”, afirmou.

Denúncia formal e investigação

A denúncia formal à Secretaria Municipal de Educação (Semed) foi registrada recentemente, cerca de um ano e sete meses após o ocorrido. Segundo a assistente, o atraso se deu pela dificuldade emocional de reviver os fatos. Nesta semana, ela recebeu a visita de uma psicóloga e de uma assistente social para ouvir seu relato.

O contrato da servidora com a prefeitura segue vigente até abril de 2026. Por ser contratada, ela teme que o caso não resulte em responsabilização das gestoras, mas decidiu denunciar para que outras profissionais não passem pela mesma situação. “Há muitas assistentes que vivem isso e têm medo de falar”, disse.

O outro lado

Procurada, a Semed foi questionada sobre a denúncia, as providências adotadas e se há investigação em andamento. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

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