Abaladas com os dois assassinatos na família, Alexandra e Regina dizem que a morte de Denner Vieira Vasconcelos e do avô, policial aposentado Nelson Carvalho Vieira, de 67 anos, na noite deste sábado (24), na Moreninha II, foi um engano. Os criminosos deram cerca de 40 tiros e não matou um terceiro rapaz por não ver na porta.
Segundo a avó de Denner e esposa de Nelson, dona Regina, ouviu os tiros e pensou que eram bombinhas, quando saiu e encontrou a cena. “Achei que eram bombinhas, mas os tiros não paravam. Quando saí, meu neto já estava morto e meu marido caído. Eu não tinha mais o que fazer”, disse em lágrimas.
A mãe de Denner, Alexandra, contou que o pai tentou impedir a ação dos criminosos, mas acabou baleado com o filho. “Meu pai tentou entrar na frente para proteger e eles atiraram. Foram 40 tiros. A polícia confirmou. Foi uma execução”, relata.
A família acredita que o crime tenha sido um engano, já que Denner é trabalhador e atuava com o avô no lava rápido da família no mesmo local do crime. Mãe e avô também não acreditam que a morte fosse para o irmão de Denner, que estava na porta e não foi visto pelos atiradores.
“Ele também é um rapaz tranquilo, estuda, faz faculdade. Só não o mataram porque não o viram. Foi um milagre”, afirmou a avó.
Além das vítimas, o cachorro da família também foi atingido ao morder um dos atiradores. Segundo Alexandra, o animal reagiu ao ataque e acabou ferido e está no veterinário.
Imagens de câmeras de segurança da residência já foram entregues à polícia, que apura a motivação do crime. A família foi informada que um dos suspeitos já foi capturado, informação ainda não confirmada pela polícia.
As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital.







