É preciso ter cautela ao caminhar pelas ruas do bairro São Caetano, que fica próximo a saída para Rochedinho, em Campo Grande. De acordo com os moradores, trabalhador tem que ficar preso porque os bandidos estão soltos praticando roubos pelas ruas. Para se proteger, donos de comércios tiveram que se desdobrar para colocar grade para trabalhar com proteção.
Pedro Alves Barbosa, 55 anos, que reside há 20 anos na região e possui um mercado para ter a renda do mês, explicou ao TopMídiaNews que foi alvo de bandidos há oito meses e ficou no prejuízo. “Eles pararam com um Gol vermelho aqui na porta, anunciaram que era um assalto e entraram no mercado. Eles levaram R$ 1.300,00 e mercadoria que eu tinha aqui, fiquei no prejuízo que eu não poderia”.
O morador relembra que nenhum dos bandidos apontou arma, mas com medo do pior, Pedro continuou obedecendo às ordens dos assaltantes. “Eu não vi arma, mas eram dois caras grandes, que ficavam ameaçando toda hora. Eu ia fazer o quê? Eu fiquei obedecendo, dando o que eles pediam e depois eles foram embora com as minhas coisas e meu dinheiro”.
Concordando com as alegações do comerciante, Carlos Antônio Poim, 50 anos, conta que já foi assaltado quatro vezes e não tem aparelho celular, que seria o alvo principal dos ladrões. “Andando na rua eles me pararam e pegaram o dinheiro que eu tinha na carteira. Não tem jeito, eles roubam mesmo e toda hora. Eu nunca tive celular, porque celular é o que chama a atenção deles e nem isso eu tenho”.

Sobre ser agredido pelos bandidos, Carlos destaca que nunca apanhou, mas sempre ficou de bolso vazio. “Apanhar nunca, mas com dinheiro também nunca. Agora para sair de casa não posso nem levar dinheiro para comprar algo que falta em casa no mercado que sinto medo, vejo um motoqueiro e já tenho medo do que pode acontecer”.
Maria Emiliana da Silva, 47 anos, que reside na região há dez anos, também já foi alvo de bandidos e agora evita sair de casa. “Eu tento não sair de casa mais, eles levaram meu celular e eu fiquei no prejuízo, com um carnê para pagar. Eu fiquei sem celular, com conta para pagar. Agora eu tento sair o mínimo possível de casa, principalmente se for durante a noite”.
Célia Martins de Souza, 35 anos, que reside há três meses no bairro São Caetano, diz que é uma das poucas pessoas que moram na região que ainda não foi alvo de bandidos. “Eu nunca fui graças a Deus, mas tento nem andar com nada, acho que por isso. Eu não ando na rua com celular, não ando com carteira, não ando com nada que chama atenção porque eu já sei como é”.
O TopMídiaNews entrou em contato com o governo do Estado para verificar como é realizada rondas policiais pela Polícia Militar, mas até o fechamento da matéria, nenhuma resposta foi encaminhada.








