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Campo Grande

Bernal deve pedir que Procuradoria analise rompimento com Solurb

21 setembro 2015 - 13h09Por Mariana Anunciação, Rodson Willyams e Dany Nascimento
Bernal deve pedir que Procuradoria analise rompimento com Solurb

O prefeito Alcides Bernal, do PP, disse que estuda apresentar, na tarde desta segunda-feira (21), à Procuradoria Jurídica do Município, o pedido que prevê rescisão de contrato com a concessionário CG Solurb. Segundo ele, a empresa está fazendo um serviço 'meia boca' e 'desrespeitando uma determinação judicial'. Bernal disse que o objetivo agora da prefeitura é partir para rescisão de contrato já que o serviço prestado pela empresa não está sendo executado da forma adequada.

"Os problemas que chegaram são muitos, o lixo continua acumulado e o serviço não tem sido feito nos bairros. A Solurb está realizando um serviço meia-boca, tem muita reclamação, e hoje devo apresentar essa sugestão em uma reunião com a Procuradoria", comentou.

Mas, como a intenção é deixar a Capital realmente limpa, por meio de sua assessoria, a prefeitura informou que irá fiscalizar os trabalhos, fazendo uma espécie de “pente-fino”, analisando possíveis irregularidades.

Há uma justificativa para não haver força-tarefa por parte do poder municipal para regularizar os trabalhos de coleta, que deverá demorar cerca de 20 dias para ser normalizado. O poder público diz que o serviço realizado emergencialmente durante a greve dos funcionários ocorreu com a contribuição de voluntários e a prefeitura não dispõe de estrutura plena para tal atividade.

A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg) e a Secretaria Municipal de Ifraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha) estão fazendo a fiscalização do serviço prestado pela Solurb e estão empenhadas nesse monitoramento.

Em contrato, a empresa deve atuar com 100% da limpeza da cidade, mas caso haja alguma irregularidade, será acionada a justiça novamente. A assessoria informou ainda, que o prefeito Alcides Bernal está ciente dos trâmites legais e se, necessário, cogita até a hipótese de intervenção. Mas isso demanda tempo e o interesse maior é que a Solurb cumpra o contrato, com a programação normal, sem deixar de fazer coletas.

O presidente do sindicato dos funcionários da Solurb, Wilson Gomes Acosta, afirmou que os funcionários estão fazendo duas horas extras por turno para conseguir recolher todo o lixo da cidade. Devido ao nosso cronograma, o período normal de trabalho dos funcionários é das 7 horas até às 15h40, com mais duas horas extras, vão trabalhar até as 17h40 no primeiro período. Já o segundo horário, vai das 19 horas até 2h47, com mais duas horas, 4h47 da manhã", comentou Acosta.

Em contrapartida, o advogado da Solurb, Ary Raghiant Neto, diz que se a empresa não receber os três meses atrasados (junho, julho e agosto) há grandes chances dos serviços serem paralisados novamente, por falta de estrutura financeira e operacional.

Enquanto o dilema continua, a população é quem está aflita com o cheiro e o lixo espalhado pela cidade. A auxiliar de serviços gerais, Elenice do Santos, de 44 anos, foi flagrada na manhã de hoje (21) tentando “arrumar” o lixo em frente de uma escola, no Jardim Canguru. "Até entendo que eles precisam fazer greve para receber, mas olha só essa bagunça, é a população que sofre. Com o retorno, parece que priorizaram o centro e esqueceram da gente, dos bairros”, desabafou.

Caso a população deseje fazer denúncias a orientação é entrar em contato com o número 156.