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Campo Grande

Bernal 'lava as mãos' e diz que reajuste de servidores depende da Câmara

15 abril 2016 - 14h03Por Dany Nascimento

O prefeito Alcides Bernal (PP) afirmou que o reajuste dos servidores municipais está na mão dos vereadores de Campo Grande e lamentou a resposta que recebeu do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) diante da rejeição do projeto.

Segundo Alcides, é a primeira vez que a Casa de Leis barra um projeto de reajuste municipal. "Lamentavelmente com essa informação do TRE, os servidores municipais não terão os 9,57% que encaminhei porque  os vereadores rejeitaram pela primeira vez na história de Campo Grande, a correção salarial para servidores públicos municipais. A resposta do TRE é no mesmo sentido, no sentido que entende ser caso concreto e realmente é, dessa forma eles não podem se manifestar, a lei é expressa e diz que não pode haver nenhum reajuste salarial até o dia 5 de abril".

Bernal destaca que não pode voltar a ser o autor do projeto de reajuste, levando em consideração a regra eleitoral que estabelece prazo de 180 dias antes do pleito eleitoral para a reposição salarial dos servidores públicos, que venceu no dia 5 de abril.

"Eu não posso ser o autor do projeto, não posso enviar um novo projeto, quem tem que resolver isso agora é a Câmara Municipal. Eu sustento que se a Câmara quiser,  pode reapresentar o projeto com base no regimento interno e fazer os 9,57%", diz o prefeito durante a entrega de prêmios do IPTU.

Os vereadores votaram contra o projeto de reajuste de 9,57%, encaminhado dentro do prazo para o Legislativo Municipal,  alegando que algumas categorias pediam índices maiores. Alguns servidores do administrativo e da educação continuam em greve.