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domingo, 23 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Buracos no asfalto intensificam problemas no trânsito e aumentam prejuízos

08 novembro 2015 - 11h31Por Amanda Amaral

Após as fortes chuvas das últimas semanas, as vias de Campo Grande multiplicaram o número de buracos e irregularidades no asfalto. O problema causado pela falta de manutenção prejudica o trânsito e até mesmo quem deveria lucrar com o aumento da procura por borracharias reclama.

Os buracos se tornaram ‘crateras’, e as ‘crateras’ se tornaram algo difícil de descrever como parte da via pública, que deveria, em tese, receber a manutenção da Prefeitura Municipal. Sem respaldo do Poder Público, alguns moradores até estudam soluções caseiras para amenizar a situação e evitar maiores prejuízos.

A rua Manoel Joaquim de Morais, no Jardim Leblon, região oeste de Campo Grande, mostra bem a situação. O mototaxista Osvaldo Pinheiro da Silva, de 48 anos, atravessa vários pontos da cidade por dia e lamenta que a situação esteja prejudicando todos que moram no bairro e até o seu trabalho. “Tá demais, morro aqui nessa rua e, só dentro de 100 metros, contei 13 buracos. Eu mesmo já caí dentro de um buracão desses, não enxerguei a tempo de desviar”.

Ele conta que colegas de profissão têm tido prejuízos com as motocicletas, que, segundo ele “não aguentam o tranco do ‘rally’. Minha mesmo moto está acabada, tem que mandar arrumar e isso dá gastos pra gente”, relatou.

Foto: Geovanni Gomes 

Um dos maiores buracos da Avenida Manoel da Costa Lima chama atenção por ter se formado em frente a uma borracharia, mas é apenas um na extensão da via. Os proprietários do estabelecimento relatam que, apesar da ‘estratégica’ localização da verdadeira ‘cratera’, o problema já causou prejuízos inclusive a eles.

“Realmente as pessoas têm procurado mais a borracharia pra arrumar o carro, com certeza é por causa dessas ruas horríveis. Mas o meu carro está ali a garagem parado, porque entrei com tudo em um buraco e estragou uma parte da roda, vou gastar mais de R$ 100 arrumando”, disse Fernando ‘Alemão’,  31 anos.


Foto: Geovanni Gomes 

Seu sócio, José Paulino, 61 anos, ficou alguns meses fora da cidade e conta que, quando voltou, se deparou com a cidade “totalmente abandonada”. “Em todo lugar está horrível, é só olhar em volta, quem dirige percebe mais. Ainda não teve acidente aqui na frente, mas daqui a pouco pode acontecer”, diz. Os donos da borracharia disseram ainda que vão arrumar sacos de areia para cobrir os buracos próximos ao comércio.

Foto: Geovanni Gomes 

No mesmo bairro, outro cenário alarmante. Quem passa pelo cruzamento entre a Rua das Árvores e a Avenida Lúdio Martins Coelho, observa que o asfalto está a ‘um fio’ de ceder. A parte da via em questão, às margens do Córrego Lagoa, fica justamente onde está pintada a faixa de pedestres, o que causa perigo não somente aos motoristas, motociclistas e ciclistas. 

 

Foto: Geovanni Gomes 

Negociações

Na última semana, o prefeito Alcides Bernal (PP) declarou ter se reunido com membros do Ministério do Planejamento em Brasília, no Distrito Federal, em busca de recursos para projetos que poderão ser implantados em Campo Grande.

Além disso, o prefeito aposta na ajuda do Exército Brasileiro para atenuar os problemas. "Vejo um grande interesse e que o exército não irá apenas tapar, mas poderá fazer a requalificação do asfalto", adiantou Bernal à imprensa na última quarta-feira (04).

Há indícios que a parceria poderá sair do papel, porque no ano de 2013, o Exército trocou o revestimento da avenida Coronel Teixeira e utilizou o Concreto Betuminoso Usinado Quente (CBUQ), para recapear e tapar buracos nas principais avenidas e ruas de Manaus (AM). Contudo, ainda não há prazo definido para o início dos trabalhos aqui. “Este convênio está na fase de trâmites burocráticos e acertos técnicos entre equipes da prefeitura e do exército”, afirmou, em nota, a assessoria.

Bernal também informou à imprensa que os técnicos da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), estão finalizando os acertos para fazer um levantamento sobre as áreas que estão afetadas pelo tapa-buraco.