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Campo Grande

há 4 semanas

Campo Grande registra mais de 600 professores fora da sala de aula por problemas de saúde

Dados da ACP revelam avanço da readaptação de docentes e expõem impacto direto das condições de trabalho na qualidade da educação pública

Campo Grande encerrou o ano de 2025 com mais de 600 professores da rede municipal readaptados por motivos de saúde, afastados da sala de aula e realocados para outras funções. O número, divulgado pela ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), acende um alerta sobre o adoecimento da categoria e seus reflexos diretos na qualidade do ensino oferecido aos estudantes.

A saúde do professor e do educador tem sido uma pauta central nas ações da ACP e da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). Segundo o sindicato, o tema vem sendo constantemente levado às mesas de negociação tanto com o Executivo Municipal quanto com o Executivo Estadual, com cobranças por respostas urgentes diante de um problema que afeta diretamente a categoria e a educação pública.

“O tema da saúde do professor é central para o sindicato. Em todas as reuniões com o Executivo Municipal e com o Executivo Estadual, nós colocamos esse ponto na mesa e cobramos ações urgentes para enfrentar esse problema que atinge a nossa categoria e impacta diretamente a qualidade da educação. Essas pautas são fundamentais porque garantem estabilidade na carreira, estabilidade financeira e também estabilidade emocional para o professor”, afirmou o presidente da ACP, professor Gilvano Kunzler Bronzoni.

De acordo com a entidade, o encerramento de 2025 com um número superior a 600 professores readaptados é considerado preocupante e exige atenção não apenas do sindicato, mas de toda a sociedade e do poder público.

“Terminamos o ano com um número um pouco superior a 600 professores da rede municipal readaptados. É um número considerável, preocupante para o sindicato, para a sociedade e também para o Executivo Municipal”, destacou Bronzoni.

Mesmo diante de um cenário adverso, os professores seguem empenhados em oferecer uma educação pública de qualidade. No entanto, o sindicato avalia que a ausência de políticas públicas mais amplas acaba recaindo sobre o ambiente escolar.

“Hoje, além dos problemas internos da escola, enfrentamos os problemas sociais da população em geral. A ausência de políticas públicas de saúde, segurança, esporte e lazer impacta diretamente a realidade dentro da escola”, afirmou Bronzoni.

A avaliação do sindicato é de crescente preocupação, já que o aumento no número de professores readaptados ocorre tanto na rede municipal quanto na estadual. Para a ACP, o problema exige políticas públicas que cuidem da saúde do professor de forma preventiva.

“Temos debatido insistentemente com as secretarias a necessidade de políticas que cuidem da saúde do professor de forma preventiva”, disse.

A Semed (Secretaria Municipal de Educação) de Campo Grande, informou que tem adotado medidas para promover a saúde e o bem-estar dos professores da rede municipal. A Divisão de Atenção à Saúde do Servidor oferece ações de acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento, incluindo palestras e orientações com psicólogas e assistentes sociais. Além disso, a CPAE (Coordenadoria de Psicologia e Assistência Educacional) atua de forma descentralizada, oferecendo atendimentos contínuos e ações de promoção da saúde mental.

A Semed também disse que prioriza a readaptação funcional dos professores que precisam se afastar por motivos de saúde, ajustando suas atividades conforme laudos médicos e normativas vigentes. "Para garantir a continuidade do ensino, a Secretaria providencia a reposição de professores em sala de aula, enviando novos servidores para assegurar o atendimento adequado aos alunos. A Semed reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais da educação e a promoção da saúde do servidor, adotando medidas para prevenir o adoecimento docente e garantir a qualidade do ensino público".

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