Dados recentes revelam que Mato Grosso do Sul registra taxas de feminicídio entre as maiores do país. Em 2024, o estado teve uma taxa de 2,4 feminicídios por 100mil mulheres, sendo o segundo estado com maior índice nacional.
Especificamente em Campo Grande, foram 6 feminicídios apenas em 2025, segundo levantamento. Além disso, entre 2015 e 2025, a capital liderou o ranking estadual com 84 feminicídios registrados no período. Esses números apontam que a violência de gênero não é caso isolado, mas sim um problema estrutural e persistente.
Em meio a esse cenário crítico, a Prefeitura de Campo Grande sancionou, na quinta-feira (6), a Lei nº7.515/2025, que institui o programa “Banco Vermelho” no município. A iniciativa prevê a instalação de bancos pintados de vermelho em espaços públicos como praças, terminais de transporte, unidades de saúde, escolas para que sirva como “símbolo de alerta” à violência contra a mulher e ao feminicídio.
Cada banco deverá conter informações sobre canais de denúncia e orientações para mulheres em situação de risco. A lei foi publicada no Diário Oficial na sexta-feira (7). Porém, a medida levanta forte questionamento: será que pintar bancos é a resposta à altura da tragédia cotidiana que deixa mulheres mortas, famílias destroçadas e uma sociedade que insiste em ignorar as causas profundas?







