A forte chuva que atingiu Campo Grande entre a noite de quarta-feira (12) e a madrugada desta quinta-feira (13) escancara os problemas de drenagem e infraestrutura da cidade e revolta moradores que pedem cassação urgente da prefeita Adriane Lopes (PP).
Com ruas alagadas, córregos transbordando e veículos sendo arrastados pela força da água, moradores usaram as redes sociais para expor o caos e cobrar responsabilidades da prefeita.
“Obrigado, minha prefeita, sua obra inacabada é um maior sucesso, parabéns”, ironizou um morador ao comentar em um vídeo onde um carro aparece quase boiando na Avenida Ernesto Geisel, com o bico submerso e o pisca-alerta ligado.
O vídeo mostra ainda o lixo acumulado em meio à enxurrada e a via completamente tomada pela água.
Outros moradores também desabafaram. “O povo colocou no poder e tem de tirar também, Campo Grande está largada”, escreveu uma jovem.
Já outra moradora relatou a situação dentro de casa. “Entrou água de esgoto, tinha bosta pela casa inteira. Meu quintal tá pobre, aqui dentro de casa um barro preto”. Em meio à revolta, houve quem resumisse o sentimento coletivo. “Impeachment urgente”.
Chuva e mais estragos
Segundo dados meteorológicos, cerca de 58 milímetros de chuva caíram sobre a cidade entre as 19h de quarta e as 6h desta quinta, acompanhados de ventos de até 51 km/h. O volume foi suficiente para provocar alagamentos em diversos pontos já conhecidos pelos campo-grandenses, como as avenidas Guaicurus e José Nogueira Vieira, além da Rua Teodomiro Serra.
O cruzamento das avenidas Ernesto Geisel e Rachid Neder amanheceu interditado nesta quinta-feira. A via precisou ser isolada com cones e fitas zebradas após novo transbordamento do córrego. A situação gerou uma longa fila de veículos e transtornos logo nas primeiras horas do dia.
Na rotatória da Euller de Azevedo com a Ernesto Geisel, um motociclista quase foi levado pela força da água, mas acabou sendo salvo por dois homens. Já na Joaquim Murtinho com a Chaadi Scaff, a enxurrada derrubou a grade de proteção da Praça Itanhangá e arrastou carros, provocando prejuízos materiais.
O Córrego Segredo também não suportou o volume de água e transbordou, agravando os riscos de alagamento em bairros próximos.








