A Casa Lar Ação Humanitária, localizada na Rua Mirim, no Bairro Guanandi, em Campo Grande, negou irregularidades após dois homens, de 68 e 57 anos, serem encontrados em situação considerada de possível abandono na manhã de quinta-feira (26). No local, afirmaram que os atendidos recebiam cuidados e que a residência passa por reforma para atender às exigências da Vigilância Sanitária.
A Polícia Militar foi acionada e encontrou os dois homens em condições precárias do lado de fora do imóvel. O caso foi registrado como abandono de incapaz, com agravante por envolver pessoa idosa, e é investigado pela Polícia Civil. No entanto, em contato com a reportagem, duas pessoas que disseram atuar no projeto apresentaram outra versão. Segundo eles, o idoso de 68 anos era assistido regularmente pela instituição e recebia medicação e cuidados diários.
Uma das pessoas demonstrou preocupação com a retirada do idoso do local, afirmando que os remédios permaneceram na casa e que não daria tempo de passar por atendimento médico e conseguir novos.
Já o homem de 57 anos, segundo relato, não morava na instituição e seria vizinho. Ele frequentaria o espaço por vontade própria e ajudaria nas atividades. Segundo as fontes, ele gostava de varrer junto com os funcionários.
Os voluntários também explicaram que a casa passa por reforma estrutural para atender às exigências de adequação feitas pela Vigilância Sanitária. Segundo os responsáveis, tintas e parte dos materiais foram doados por empresas e colaboradores, e todo o trabalho é realizado por voluntários.
De acordo com os relatos, os móveis vistos do lado de fora foram retirados temporariamente para a realização das melhorias internas.
Eles afirmaram ainda que a instituição não recebe recursos públicos ou auxílio governamental, funcionando exclusivamente por meio de doações e trabalho voluntário. O grupo também relatou que, após a retirada dos dois homens, o imóvel teria sido invadido e um botijão de gás foi furtado.
Segundo os voluntários, os atendimentos estão temporariamente suspensos até a conclusão da reforma, que deve ocorrer nos próximos dias. Eles afirmaram que pretendem retomar as atividades normalmente após a adequação do espaço.
Apesar das explicações, o caso segue sob investigação.









