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Campo Grande

Coffee Break reuniu cerca de 400 mil páginas de conversas entre vereadores

05 novembro 2015 - 15h36Por Rodson Willyams

As investigações referentes à Operação Coffee Break, comandada pelo coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), promotor Marcos Alex Vera, reúnem mais de duas mil folhas, entre documentos e depoimentos dos investigados, além de cerca de 400 mil páginas relatando as conversas captadas nos celulares de vereadores. Os aparelhos foram apreendidos no início da Operação e encaminhados para o IC (Instituto de Criminalística).

Segundo a assessoria de imprensa do Gaeco, os quatro agentes nomeados para a função estão analisando o material encontrado nos aparelhos e separam as informações que são pertinentes às investigações daquilo que é irrelevante. Estão sendo descartados vídeos, imagens, conversas e chamadas telefônicas que não teriam ligação com a compra de votos e possível oferecimento de vantagens à vereadores que resultou na cassação de Alcides Bernal, do PP, em 2014.

No dia 14 de outubro, o IC encaminhou um breve relatório com 10 páginas sobre o material que foi encontrado em cada um dos aparelhos, junto arquivo de mídia foi anexado com o restante do documento. Naquela ocasião, o promotor Marcos Alex, explicou que não esperava a quantidade de informações consideradas por ele como 'significativas'. Porém, ele mesmo disse que o Gaeco já possuía uma linha de investigação. "Nós trabalhamos com base em pessoas e datas e isso vai facilitar a nossa investigação. O próprio sistema [um software especial] também permite a busca por palavra-chave, o que deve ajuda o nosso trabalho".

Ainda conforme o assessoria, a expectativa é que a análise desses documentos termine ainda neste mês, mas a terceira fase da operação ainda implica na apuração de outros documentos como a quebra de sigilo fiscal e bancários de todos os investigados.

Relembre o que já aconteceu 

A Operação Coffee Break, já ouviu mais de 18 pessoas, além de nomes de peso da política sul-mato-grossense, como por exemplo, o ex-governador André Puccinelli, principal liderança do PMDB. No dia 25 de agosto, 13 pessoas investigadas foram detidas durante o cumprimento de mandado de condução coercitiva, que em os promotores ouviram empresários como João Amorim, João Baird e vereadores como: Edil Albuquerque, Paulo Siufi, do PMDB; Chocolate, do PP; Airton Saraiva, do DEM, e o ex-vereador Alceu Bueno, além de outros.

No mesmo dia, o desembargador Luiz Cláudio Bonassini, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, decretou além da condução coercitiva, o afastamento do presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar, do PMDB, e do prefeito Gilmar Olarte, PP por liminar, ambos foram proibidos de entrarem em prédios públicos.

Outro fato ocorreu no dia 1º de outubro, em que o mesmo magistrado acatou o pedido do Ministério Público Estadual onde decretou a prisão temporária de Gilmar Olarte e João Amorim, ambos teriam tentado interferir nas investigações. O empresário ficou menos de 24 horas preso e Olarte chagou a ser considerado foragido da Justiça, mas acabou cumprindo os cinco dias previsto na prisão temporária.