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terça, 18 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Campo Grande

Com feriado e greve, lixo se espalha há cinco dias em bairros da Capital

Impasse

10 setembro 2015 - 11h55Por Mariana Anunciação

A greve dos mil funcionários da Solurb já está surtindo efeitos negativos por todas as regiões de Campo Grande, em poucos dias de paralisação. A sociedade está apreensiva com esse impasse entre a Prefeitura Municipal e a empresa responsável pela coleta. Com o feriado de 7 de setembro, alguns bairros de Campo Grande estão há cinco dias sem o serviço, e o lixo já se acumula nas ruas.

A zeladora do condomínio localizado na Rua Aguiar Pereira de Souza, na Vila Progresso, preferiu não se identificar, mas fez questão de revelar que está preocupada. "Não sei o que vou fazer com todo esse lixo. Tenho medo de recolher e guardar, vai que de repente eles resolvem passar hoje. A situação está feia", contou a mulher de 34 anos.

No local, a coleta é feita toda segunda, quarta e sexta-feira, mas a última vez que os funcionários da Solurb passaram foi na manhã de sábado para retirar apenas o lixo reciclável. Com isso, o feriado e a greve agravaram ainda mais a situação, fazendo a cidade ficar suja em poucos dias de paralisação.

A equipe de reportagem do Top Mídia News pôde comprovar isso, ao se deparar com lixos espalhados nas frentes das residências em diversas localidades da cidade."Essa greve tem que acabar logo. Se não tiver coleta de lixo a cidade vai virar uma nojeira", disse o eletricista, Felipe Flores Gonçalves, de 26 anos. 

Impasse

A empresa responsável pelo coleta de lixo e varrição de ruas paralisou o serviço desde terça-feira (08). Em ofício, eles afirmam que só vão retomar os trabalhos ao receberem R$ 23, 8 milhões da Prefeitura Municipal.  Em contrapartida, O Município alega que não existem pagamentos em aberto e afirma que as despesas dos serviços dos meses de junho e julho ainda não foram liquidadas porque o processo está em andamento para ser atestada a prestação de serviço.

Diante do impasse, a primeira medida tomada pela Prefeitura por meio da Procuradoria Jurídica foi notificar ontem (09) a empresa, para que retorne imediatamente aos trabalhos, já que se trata de um serviço essencial. Enquanto isso, quem fica apreensiva é a população. "O prefeito tinha que pagar logo, assim como o salário da minha mulher, que é recreadora do Ceinf. Eles só pagaram o servidor público e esqueceram os terceirizados. Não sei o que acontece, o duro que parece que o outro prefeito também fez bagunça. Não sei quem é pior e a gente que sofre. Daqui a pouco vai ter mais greve", desabafa o pintor Eliezer Cesar, de 26 anos.