A prefeitura de Campo Grande revogou dois editais que integram o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de Mobilidade Urbana. Avaliadas em R$ 13 milhões, em um total de R$ 180 milhões de todo o pacote, as obras tinham como objetivo o recapeamento das ruas e a construção de corredores de ônibus.
Por conta disso, moradores, usuários de transporte público e comerciantes, têm sofrido as consequências das péssimas condições das ruas e dos pontos de ônibus na Avenida Marechal Deodoro e na Rua Brilhante.
Inês Aparecida do Santos é comerciante na Marechal Deodoro, e explica que vê muitos acidentes no local. “As condições são ruins daqui até a Bandeirantes. Já vi três ‘engavetamentos’ de carros”.
É a mesma reclamação de Reinaldo da Silva, que é dono de uma loja de roupas na Rua Brilhante. “O trânsito é ruim e vejo muitos acidentes”.
Na opinião de um policial de trânsito que não quis ter seu nome revelado, a principal causa das más condições nas ruas é a falta de corredores de ônibus. “Os ônibus são veículos pesados e acabam deixando as ruas acidentadas e ruins”, explica ele.
Outro problema é a falta de abrigos nos pontos de ônibus. Fabiana Justiniano, que é recreadora, reclama das condições dos pontos. “Além de não terem abrigo, falta iluminação. Duas amigas minhas já foram assaltadas”. Ela teme a violências nos locais.
Valtemir Alves de Brito, que é titular da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), afirma que as obras não foram canceladas. “Nós suspendemos para fazer a readequação de planilha. A planilha que estava orçada era de 2014. Como a gente ganhou um prazo melhor, estamos fazendo a readequação para que não tenha problemas de falta de recurso ao longo da obra”, explicou ele.







