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Campo Grande

16/12/2025 07:00

Expulsos da Praça Ary Coelho, ambulantes se desesperam com redução de vendas

Comércio de rua no Centro de Campo Grande tem um mês de dezembro mais vazio, segundo relato de trabalhadores ambulantes

O comércio de rua no Centro de Campo Grande tem um mês de dezembro mais vazio, segundo relato de trabalhadores ambulantes. A queda no movimento, somada a ações de fiscalização e à insegurança quanto à permanência nos pontos tradicionais, tem afetado diretamente a renda de famílias que dependem das vendas para sobreviver, como é o caso da vendedora de pipoca Daiana, de 33 anos.

Daiana trabalha sozinha e relata que foi orientada por guardas a não permanecer na Rua 14 de Julho no começo de dezembro, com aviso de que haveria retirada de ambulantes, inclusive com apoio policial. “Disseram que ninguém poderia ficar, nem no meio da quadra. Falaram que iam vir com caminhão para levar os carrinhos. A gente ficou com medo”, contou.

Mãe atípica, Daiana depende da venda diária para complementar a renda familiar. Ela tem uma filha de 7 anos com deficiência intelectual e limitações motoras, que recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), valor que, segundo a vendedora, não é suficiente para cobrir as despesas mensais.

A situação atinge também a família. A mãe de Daiana, de 73 anos, voltou a vender pipoca após a morte do marido há seis meses atrás, que trabalhou por mais de 30 anos no mesmo ponto. Ela inclusive ficou com medo de voltas as ruas depois da tentativa de barras as vendas.

Nos dias seguintes, apesar de não ter havido abordagem de fiscais, o movimento continuou abaixo do esperado. “Está tudo bem em relação à fiscalização, mas o Centro não está como outros anos. Está parado, sem pessoas”, afirmou. Segundo Daiana, os fiscais têm se concentrado mais na Praça Ary Coelho, enquanto ambulantes seguem apreensivos em outros trechos.

Ela aponta ainda a redução de atrações natalinas e mudanças na organização da região como fatores que afastaram o público. “Antes tinha mais atrações, música, balões. Agora está muito fraco. Todo mundo está reclamando”, disse.

Mesmo com o cenário adverso, os vendedores seguem trabalhando por necessidade. A equipe do TopMídiaNews solicitou posicionamento da prefeitura sobre as orientações dadas aos ambulantes e as ações de fiscalização no Centro. E desde a última tentativa, não houve retorno.

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