Paciente aguardando cirurgia para retirada da vesícula, que preferiu não se identificar, denuncia a longa espera por atendimento e as condições precárias enfrentadas dentro do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. Segundo o relato, ela convive com crises intensas desde o dia 23 de dezembro, mesmo após diversas idas ao posto de saúde, segue internada há quase duas semanas e sem previsão para o procedimento.
De acordo com a paciente, sempre que sentia dores, procurava a unidade de saúde do Coophavila II, onde recebia medicação na veia e era liberada. No dia 27, no entanto, uma nova crise levou à realização de exames, que apontaram alteração e a necessidade de cirurgia. “Meu exame deu alterado e mandaram eu ficar, porque eu tinha que esperar a vaga para fazer a cirurgia”, contou.
Ela afirma que deu entrada em um posto de saúde em um domingo e permaneceu no local até a sexta-feira seguinte, dormindo sentada em cadeiras e passando noites em claro. “Dormi na sala onde recolhem sangue, numa cadeira. Nem dormi, fiquei a noite inteira sentada”, relatou.
Mesmo após a decisão judicial favorável, a situação não melhorou. Segundo o relato, ela chegou ao Hospital Regional após passar pela triagem, mas novamente passou a noite sentada, desta vez ao lado do esposo, aguardando vaga. “Achei que a vaga ia ser em quarto, mas não foi. Fiquei no corredor”, disse.
A paciente afirma que está internada em um corredor desde a noite de sábado, sem previsão de quando será levada para um leito ou quando a cirurgia será realizada. “Estou aqui até agora no corredor, entrando vaga, não tem previsão”, desabafou.
A reportagem procurou a direção do Hospital Regional para se posicionar sobre as denúncias, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.







