O secretário Especial de Segurança Pública e Defesa Social, Valério Azambuja, informou que a Corregedoria da Guarda Municipal, criada em 2018, já expulsou oito agentes envolvidos com o crime. O titular da Sesdes falou sobre a investigação contra quatro guardas presos no âmbito da Operação Omertà, do Gaeco e Polícia Civil.
Foram afastados preventivamente: Alcinei Arantes da Silva, Igor Cunha de Souza, Rafael Carmo Peixoto Ribeiro e Eronaldo Vieira da Silva.
''Recebi hoje, às 15h, do delegado Fábio Peró, documentos oficiais sobre a prisão formal dos quatro GCMs, do recolhimento das armas, pois dois deles tinham porte legal de arma, e a partir disso, estou tomando as providências cabíveis à secretaria de segurança'', destacou o secretário.
Entre as medidas aplicadas contra os suspeitos, estão a determinação de afastamento preventivo, previsto em lei municipal e suspensão do porte de arma e o recolhimento do armamento dos envolvidos.
O secretário disse que o afastamento preventivo vale por 60 dias, até que o processo tramite na Corregedoria da GCM. Ele determinou que o departamento proceda o andamento do devido processo administrativo disciplinar, para apurar a extensão da participação efetiva dos quatro servidores nas investigações desencadeadas plo Gaeco.
Azambuja disse ainda que, após 60 dias, os autos voltam para o gabinete dele, que faz a homologação. Ele acredita que, até o final de novembro, o processo esteja na mesa do prefeito para que ele dê procedimento à penalidade a ser aplicada. A punição pode ser de suspensão até demissão, como já ocorreu recentemente com três envolvidos com o crime organizado em Campo Grande.
Questionado sobre se a GCM possui alguma programa de prevenção para evitar envolvimento de guardas com a criminalidade, Azambuja respondeu que ''nós temos um quadro hoje, do concurso 2008/2009. Já para 2018/19, com a criação da Corregedoria e legislação específica, já foram executadas oito demissões, principalmente em casos graves como esse''.
O secretário diz que a orientação que passa para a tropa, que tem 1.100 servidores, é que ele não compactua com esse tipo de situação. Ressalta, no entanto, que é 'meia-dúzia' de agentes que se envolve com o crime.
Como afastamento determinado, os GCMs perdem diversas regalias, diz Azambuja, entre elas o advogado que seria disponibilizado pela prefeitura. Questionado também sobre o que é feito antes de fornecer armamento para os guardas, Valério respondeu que todas as medidas de capacitação para uso de armamentos são tomadas, inclusive exigência de certidão de antecedentes criminais obrigação de exames psicotécnicos.
''Estamos colaborando com as investigações e disponibilizaremos todas as informações necessárias'', finalizou o titular da Sesdes.







