Em balanço divulgado pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, a depredação foi apontada como principal motivo para que as obras de 13 novos Ceinfs (Centros de Educação Infantil de Campo Grande) não tenham sido entregues até hoje. Orçados em R$ 28,4 milhões, mas com saldo contratual de R$ 10,5 milhões, o valor necessário para a conclusão das unidades pode ser ainda maior devido o abandono desses locais.
Utilizados hoje como moradia de pessoas em situação de rua, as construções que estavam avançadas já não contam mais com fiação, instalações hidráulicas, janelas e outros itens, que foram furtados. O secretário municipal de infraestrutura, Rudi Fiorese, aponta que o valor original do convênio com o Governo Federal não prevê gastos extras com essa situação, dinheiro que deve sair dos cofres da prefeitura. Para estas obras, o município desembolsa R$ 4,1 milhões de contrapartida, que se somará a R$ 2,4 milhões da verba federal.
Conforme a prefeitura, os Ceinfs com com obras paradas são:
1) Noroeste
2) Centenário
3) Zé Pereira
4) Jd. Inápolis
5)Tijuca
6) Vespasiano Martins
7) Oliveira
8) São Conrado
9) Nascente do Segredo
10) Talismã
11) Anache
12) Radialista
13)Vila Nasser
Falta de vagas
Com isso, as filas para garantir matrículas nas unidades se repetem a cada ano. Conforme a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, até outubro de 2016, foram 900 casos de busca por vagas com a ajuda do órgão. Em 2017, ainda não há estatística, já que o período de matrículas segue aberto e, geralmente, a procura pelo intermédio da Justiça ocorre após a negativa dos centros educacionais.
A divulgação da lista de designados e efetivação da matrícula de Ceinfs ocorre entre os dias 13 e 17 de fevereiro.. A Defensoria orienta que pais, mães e demais responsáveis aguardem o fechamento das matrículas e divulgação da relação de alunos e só então, caso não consiga a vaga, procure a unidade no Centro, na Rua Antônio Maria Coelho, nº 1.668.
Levantamento
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos aponta que 80 obras estão paradas, entre projetos de infraestrutura e pavimentação, 17 em andamento, 31 dependendo de licitação e 26 com contratos rescindidos antes mesmo do serviço começar. O custo para finalizá-las é de R$ 442 milhões, conforme última atualização das planilhas, feita em maio de 2016.
A prefeitura também precisa concluir 28 salas modulares, que exigirão mais R$ 2,6 milhões do tesouro, e R$ 2,8 milhões para término de duas escolas, no Parati e no Jardim Varandas do Campo. Além das unidades de educação, há também oito unidades de saúde em construção, que precisam de R$ 1,1 milhão dos cofres municipais para somar a contrapartida federal, de R$ 1,9 milhões.
*Matéria atualizada às 17h24 para acréscimo de informações








