Moradores enfrentam sérios transtornos após uma transportadora, localizada na Avenida Três Barras, passar a descartar grandes volumes de água na Rua Traíra, no bairro Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande.
Segundo denúncia feita à reportagem, a água é despejada por um cano que sai da lateral do prédio, alagando completamente a rua e dificultando a passagem de pedestres — especialmente crianças e trabalhadores da região.
“A rua fica toda alagada, parece até um rio. As crianças que vão para um projeto aqui perto, na rua de baixo, não conseguem passar. Têm que dar a volta lá por cima”, relata uma moradora. “Eles não soltam todo dia, mas quando soltam, é água demais. A rua fica destruída.”
Além dos problemas de mobilidade, os moradores demonstram preocupação com possíveis contaminações ambientais. A água descartada apresenta resíduos oleosos e corre em direção a um córrego próximo, levantando dúvidas sobre seu uso anterior e os possíveis riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
“Ninguém sabe o que tem nessa água. Pode ser óleo, pode ter produto químico. É um risco não só para a gente, mas para as crianças, para os animais, para o meio ambiente todo”, acrescenta a denunciante.
De acordo com os moradores, a situação se arrasta há bastante tempo. Mesmo quando o despejo é interrompido temporariamente, os efeitos permanecem. “Quando a água volta, acaba com tudo de novo. É uma situação que não acaba nunca”, desabafa outro residente.
A equipe de reportagem entrou em contato com a prefeitura, solicitando esclarecimentos e providências. Até o momento, não houve retorno.
Já a transportadora destacou que "a água que transbordou em frente ao nosso prédio não possui qualquer resíduo oleoso ou contaminante, tratando-se exclusivamente de água limpa proveniente do reservatório destinado ao sistema de combate a incêndio. O ocorrido se deu de forma pontual, em razão de uma válvula esquecida aberta, e não corresponde à rotina de nossas operações".
"Cabe destacar que, de forma habitual, nossa empresa mantém um lago de amortecimento para retenção da água da chuva, justamente para liberar o fluxo gradualmente e reduzir riscos de alagamento na região", destacou.
* Matéria editada às 14h05 de 30/9 para acréscimo da posição da empresa







