Pouco antes de sua apresentação à CPI das Contas, o diretor da Emha, Enéas Carvalho Netto declarou que algumas das cerca de 50 mil famílias que hoje aguardam por uma moradia do Programa Minha Casa, Minha Vida, poderão ser beneficiadas em breve.
Conforme o diretor, existem hoje 684 novas unidades habitacionais pré-aprovadas que estão em fase de análise da Caixa Econômica Federal e aguardam recursos da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. Segundo ele, o município não tem recebido os valores do Ministério das Cidades há três meses.
Segundo ele, os próximos projetos da Emha são em relação à regularização fundiária, para permitir a ocupação legal de áreas onde há famílias residindo há mais de cinco anos. A expectativa é que mais de mil lotes – que já foram mapeados - tenham esse direcionamento até o final de 2016, como os do bairro Jardim Sayonara. “Vamos finalizar o levantamento com a ajuda da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) e dar andamento a essa questão”, afirmou.
Além dessa questão, o diretor afirmou que está autorizada a criação de um projeto de zoneamento urbano, que possibilitará a construção nos 13 mil lotes - já existentes - para a construção de novas unidades habitacionais em Campo Grande.
Invasões
As pessoas envolvidas em invasões das unidades habitacionais serão repreendidas pela Emha, que deve passar a agir fortemente tanto preventiva como repressivamente. Segundo Enéias, a situação mais crítica é observada nas famílias do Cidade de Deus e Jardim das Hortências, que seriam transferidas para o bairro Jardim Noroeste, mas este processo se encontra travado na justiça.
“Em seis anos na administração pública eu posso afirmar que não tenho tolerância com invasores, que se movimentam através de manobras políticas para conseguirem ter programas em benefício próprio”, declarou Enéias.







