O desembargador aposentado, Joenildo de Souza Chaves, foi um dos alvos da terceira fase da Operação Omertà, nesta sexta-feira (18). Ele é suspeito de ser emissário do empresário Jamil Name e teve o apartamento revistado para a busca de provas.
Joenildo é amigo de longa data de Jamil Name e Família e hoje suspeito de obstruir as investigações pelas mortes atribuídas ao grupo criminoso de Name.
Em uma das ocasiões, diz o Gaeco e o Garras, Chaves procurou Paulo Roberto Teixeira Xavier, cujo filho, Matheus Coutinho Xavier havia sido executado por engano, a mando de Jamil Name.
O desembargador perguntou a Paulo se ele já tinha ido ao Garras ou ao Gaeco dar depoimento sobre a morte do filho e se teria envolvido a pessoa de Jamil Name como um dos autores.
Ainda conforme a investigação, Joenildo ofereceu dinheiro para que Paulo Roberto deixasse o estado, deixando claro que estava a mando de Jamil Name. Uma testemunha confirmou o encontrou entre os dois.
Também foi apurado que, durante a deflagração da primeira fase da Omertà, foi encontrado no criado-mudo no quarto de Jamil Name, um cheque de R$ 100 mil em nome de Joenildo.
Além disso, a ligação entre os dois foi comprovada pela investigação quando, em maio do ano passado, quando a polícia encontrou um arsenal na casa pertencente a Jamil Name, várias vezes Joenildo foi a casa do empresário.
O crime atribuído até o momento ao desembargador é de obstrução de Justiça. No entanto, a força-tarefa indica que Joenildo pode ter participado de outras formas no grupo criminoso.








