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Campo Grande

Enfermeiro da UPA Leblon é acusado de mau atendimento e levado para Delegacia

Paciente vítima de violência doméstica acusou o funcionário de prestar atendimento ruim

26 julho 2022 - 09h37Por Rayani Santa Cruz

Um enfermeiro da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon, em Campo Grande foi acusado de mau atendimento por uma paciente, vítima de violência doméstica e acabou sendo encaminhado até a Delegacia de Polícia. O caso ocorreu no domingo (24).

O site +CG informou que o profissional foi detido pela polícia e posteriormente recebeu atendimento da assessoria jurídica do Sindicato dos
Trabalhadores em Enfermagem de Campo Grande (Sinte/PMCG). 

Os advogados Márcio Almeida e Luan Palermo, estiveram na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e intercederam em favor do enfermeiro.

Conforme os advogados, a conduta do enfermeiro não constituiu crime, e após conversa com o delegado de plantão, o trabalhador foi dispensado e houve o arquivamento do procedimento instaurado pela Polícia Militar.

"Foi uma conduta bastante arbitrária e ilegal na condução dele. O
enfermeiro pode, se assim entender, mover uma ação cível, criminal e
administrativa contra os PM's que o conduziram", relata o advogado
Márcio Almeida.

Os policiais que atenderam a ocorrência justificaram que hpuve omissão de socorro por parte do enfermeiro, mas segundo o site, o fato foi rejeitado pelo delegado de plantão, Dr. Cristian Duarte.

O que diz a Sesau?

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Campo Grande encaminhou nota, onde a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que todo o atendimento necessário foi realizado.

Veja na íntegra: 

O servidor em questão realizava suas atividades de rotina no atendimento, triagem e identificação à paciente, uma vez que por se tratar de violência doméstica é necessário realizar a notificação compulsória do caso presente na unidade. Ressaltamos que todo o atendimento necessário à paciente foi prestado mesmo após o ocorrido entre o servidor da Sesau e o policial militar em questão, e que a paciente evadiu-se da unidade após o acontecido.

A Secretaria lamenta o ocorrido e reforça que acompanha o caso de perto, sendo prestado o suporte necessário ao servidor, que após o fato não possuía condições psicológicas de retornar ao plantão. A Sesau reforça também que tamanha truculência durante a realização das atividades básicas do enfermeiro, impedindo o atendimento e garantia à vida do paciente afetou, não somente o atendimento da paciente encaminhada à unidade por aquela equipe, como também o do restante da população que aguardava pelo serviço de saúde na unidade naquele momento.
 

(Matéria atualizada às 8h16 do dai 27/07/2022 para acréscimo de nota da Sesau)