Cerca de 100 funcionários da Omep e Seleta, que foram demitidos essa semana, protestaram, na manhã deste domingo (18), no cruzamento da Avenida Afonso Pena, com a Rua Julho, no centro da Capital.
Uma das manifestantes, Angêla Sara Araújo, trabalha há oito anos na coordenação de um abrigo para crianças e disse que dos 33 funcionários dessa unidade, 27 foram mandados embora.
Araujo diz que o que está ocorrendo é algo errado e está lá [no protesto] para lutar por seus direitos, pois foram demitidos sem receber a rescisão e o 13º salário.
A Omep e a Seleta são investigadas pelo Ministério Público, que na última semana, deflagrou a Operação Urutau, que suspeita que os convênios com a Prefeitura eram usados para abrigar funcionários fantasmas, além dos crimes de enriquecimento ilício e falsidade ideológica. Com base nas informações obtidas no inquérito do MPE, a Justiça determinou, na quinta-feira, que o contrato com as entidades fosse rompido e os funcionários demitidos.
Ainda segundo Ângela, os funcinários que protestaram nesse domingo, também fizeram atos nesse sábado e farão outro na segunda-feira (19).
Maria do Carmo tem 33 anos e era funcionária de um Ceinf (Centro de Educação Infantil) e também foi demitida. No emprego há seis anos, ela reclamou que eles 'não procuram saber se um funcionário era fantasma ou não, simplesmente demitiram'.
Uma outra manifestação está programada para a manhã dessa segunda-feira (19), e, segundo a organização será o maior ate agora. O grupo pretende percorrer várias ruas da região central de Campo Grande.








