TCE JUNHO 2022
TOP MIDIA INSTITUCIONAL
Menu
segunda, 27 de junho de 2022 Campo Grande/MS
GOV ENERGIA ZERO JUNHO 2022
GOV CRESCIMENTO JUNHO 2022
GOV CRESCIMENTO JUNHO 2022
Campo Grande

Ex-funcionários de empresa terceirizada pelo HC denunciam ‘calote’ de acertos trabalhistas

Com histórico de atrasos, empresa deixará de ser responsável pelo setor de UTI do hospital

10 março 2017 - 18h12Por Amanda Amaral

Onze funcionários desligados da empresa Intelad, que faz a gestão do setor de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, se mobilizam para cobrar os acertos financeiros pelo período trabalhado. Um protesto para chamar atenção ao caso estava marcado para a tarde desta sexta-feira (10), mas o grupo preferiu evitar a chuva e se organizar para exigir seus direitos na Justiça.

Não é a primeira vez que a empresa, que tem sede Lins, no interior de São Paulo, é alvo de reclamações por atrasos em repassar salários aos trabalhadores. Em dezembro de 2016, funcionários reclamavam de pagamentos atrasados e ameaçaram cruzar os braços na divisão fundamental do hospital, que hoje funciona com dez leitos. Na época, a Intelad justificou que a assistência aos pacientes teria sido prejudicada pelos impasses burocráticos e desacordo em relação aos valores.

Uma funcionária, que prefere não se identificar, diz que a situação está insustentável. “Não temos sequer uma resposta da empresa, que toda vez nos dá prazos que vencem. Estou sem ter como pagar minhas contas, está ainda mais difícil, pois sofri um acidente do trabalho e meus gastos aumentara. É de tamanha irresponsabilidade o que fazem conosco”, desabafa.

Para o diretor-presidente do hospital, Carlos Alberto Coimbra, o problema não deve prosseguir por muito tempo, já que está previsto o fim do contrato com a empresa e a retomada da gestão própria do setor. A previsão é que o serviço seja reassumido em abril, já que todos os trâmites estão encaminhados e as contas acertadas.

“A diretoria financeira do hospital está ciente dessa questão, que é de total responsabilidade da empresa, que já inclusive notificamos, pois ela já está com o dinheiro. Temos dito a essas pessoas prejudicadas que reivindiquem sim seus direitos, que organizem os documentos pedidos para serem pagos”, avalia Coimbra.

O diretor ainda explica que a decisão para retomada da UTI se deve ao fato de que agora o número de leitos é maior e, em breve, serão inaugurados mais dez. “Para cada dez leitos, precisamos gerir uma equipe, com autonomia. O ideal é que cada vez precisemos menos terceirizar nossos serviços, o próximo passo é fazer isso com o setor de tomografias”, explica.

Alguns desses funcionários demitidos devem ser recontratados pelo hospital, já que possuem experiência na unidade. O grupo prevê cobrar os direitos no Ministério Público do Trabalho, caso não haja pagamento até o início da próxima semana.