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Campo Grande

Falta de efetivo e descaso: o fim do videomonitoramento no centro da Capital

20 março 2016 - 11h32Por Mariana Anunciação

Os levantamentos comprovam que, atualmente, os índices de criminalidade aumentaram, apesar do sistema de videomonitoramento na região central de Campo Grande. Instalado oficialmente desde junho de 2015, no inicio teria reduzido cerca de 40% dos crimes na região, no entanto, agora a violência está aumentando cada vez mais, de acordo com o presidente do Conselho de Segurança da Área Central, Adelaido Vila.

“A média é de 250 furtos e roubos mensais na região, com base nos boletins de ocorrência e na 5ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar). Aumentou também o tráfico de drogas, o vandalismo, tudo. Isso sem falar que as pessoas estão desacreditando e nem registram os BO´s. As imagens são boas, mas não está funcionando por conta da falta de efetivo, de viaturas, descaso público. A situação só tende a piorar”, explicou.

Durante o lançamento do sistema, além dos agentes da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), cerca de 40 Guardas Civis Municipais estavam preparados para atender o videomonitoramento. Enquanto a maioria era responsável pelo pronto atendimento, ir ao local do crime, seis pessoas se revezavam no monitoramento das imagens na Central, localizada no IMTI (Instituto Municipal de Tecnologia da Informação).

Com o decorrer da gestão do vice-prefeito afastado, Gilmar Olarte, já houve uma queda na qualidade, já que alguns Guardas Municipais foram deslocados para atender a fiscalização de trânsito. Adelaido destaca que agora, na atual administração do prefeito Alcides Bernal (PP) o problema se agravou ainda mais e se tornou algo preocupante.

“Hoje, são apenas três guardas, durante o dia todo, e apenas um à noite inteira. É humanamente impossível monitorar as imagens das 20 câmeras”, desabafou. O agravante, conforme a pesquisa do Conselho, realizada por amostragem em fevereiro de 2016, o horário em que as pessoas mais se preocupam com a violência no Centro é das 18h às 00h, justamente quando há menos fiscalização.

 

(Presidente do Conselho de Segurança do Centro. Foto: Mariana Anunciação)

 

Há outros fatores que demonstram o descaso ao investimentimento na compra dos equipamentos de R$ 1 milhão, sendo R$ 860 mil do Ministério da Justiça e contrapartida de R$ 140 mil da Prefeitura. Isso fica evidente, ao constatar que eram 22 câmeras no quadrilátero central, mas por conta de acidentes de trânsito, dois equipamentos estragaram e não há previsão de conserto. Adelaido contou que as câmeras que não funcionam ficam no cruzamento da Rua Dom Aquino com a Rui Barbosa e a outra está na Avenida Calógeras.

Enquanto isso, a população se sente refém da violência, já que dos 190 entrevistados, 50 revelaram que já foram vítimas de furto ou roubo na Capital. A Prefeitura Municipal de Campo Grande foi questionada sobre o assunto por diversas vezes, mas preferiu não se manifestar.

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