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Campo Grande

Tido como 'gente fina', executado no Itamaracá era cruel com vítimas em assaltos

Ele promovia roubos em série, com armas e capuzes

22 junho 2022 - 17h00Por Thiago de Souza

João Paulo Albuquerque Lima, morto a tiros aos 28 anos, no Jardim Itamaracá, na segunda-feira (20), tinha uma marca em sua trajetória de assaltos: crueldade com as vítimas. Ele participou de, ao menos, três assaltos, sendo um contra um motorista, feito refém. 

Segundo o processo, JP, como era conhecido, agiu com uma mulher e mais dois homens, em março de 2018. A suspeita chamou um carro de aplicativo, no Jardim São Lourenço, com destino ao bairro Parati. Lá, embarcaram os três suspeitos, sendo um deles João Paulo. 

No inquérito, consta que, ao entrarem no carro, um dos três suspeitos aplicou um golpe ''mata-leão'' no motorista de aplicativo. Em seguida, ele teve a cabeça coberta com um capuz e foi amarrado com um cinto, fornecido por João Paulo, que assumiu a direção do veículo. 

O refém foi então levado para um cativeiro, na rua Quina da Serra, na Moreninhas III, em Campo Grande. A vítima ficou amarrada no local, sendo vigiada por três horas. Ela foi liberta em uma área próxima à Uniderp Agrárias, quando foi ordenada a andar sem olhar para trás. 

Os bandidos ficaram com o Fiat Argo 1.8 do motorista. João Paulo e um comparsa eram os responsáveis, também, por conseguir placas frias, para que o carro fosse vendido sem levantar suspeitas. Eles saíram pela cidade em busca da placa do mesmo carro, mas como não acharam, furtaram a placa de um Gol, estacionado perto do Fórum de Campo Grande.

Três dias depois do roubo, o Fiat Argo foi recuperado pela Polícia Civil, quando era dirigido por um dos participantes do assalto, com placas falsas. À época, na fase policial, JP negou participação no crime. Na ocasião do interrogatório, já constava que ele tinha passagens por roubo e porte de arma de uso restrito. 

Mais roubos 

Em fevereiro de 2018, participou de um arrastão, levando celulares e carteiras de vítimas, em frente à Escola Isaura Higa, nas Moreninhas. Nesse assalto também houve emprego de violência, por parte de um comparsa de JP. O suspeito pressionou o cano do revólver contra o peito de uma vítima. 

Ainda em fevereiro, no dia 16, JP e um comparsa, conhecido como ''Sacola'', abordaram quatro amigos, nas proximidades do Bar Escobar, na Vila Olinda. O grupo foi rendido por Sacola, que estava armado. A dupla fugiu levando um Fiesta Sedan e diversos pertences das quatro vítimas. 

Passado 

Um internauta disse que JP, que também era conhecido como ''Pelé'', cresceu no Jardim Leblon e era tido como ''gente fina''. Os amigos não souberam determinar o que levou o rapaz para a vida criminosa. 

Crimes e morte 

João Paulo e Alisson dos Santos Souza, 27 anos (este último estava no roubo ao motorista de aplicativo) estavam em um Ford Focus, que foi perseguido por uma moto, ocupada por dois suspeitos. JP, que dirigia o carro, tentou fugir e até atravessou o canteiro da avenida, por volta das 18h. 

No entanto, segundo boletim de ocorrência, João Paulo foi alcançado e, alvo de pelo menos quatro tiros, morreu dentro do Focus. Alisson também foi baleado com quatro tiros e socorrido pelo Samu à Santa Casa. O estado de saúde dele é grave. 

Tanto JP quanto Alisson tinham mandado de prisão em aberto. No carro dele, havia máscaras para tapar o rosto, dinheiro e duas pistolas. A Polícia Civil investiga as mortes de Alisson e João Paulo.