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Campo Grande

Mães flagram ação de gangue e exigem Guarda em escola no Santo Amaro (vídeo)

Mulheres dizem que agente da Guarda foi retirado quando começou a pandemia

27 maio 2022 - 07h00Por Thiago de Souza

Mães de alunos da Escola Municipal João Evangelista Vieira de Almeida estão aflitas, em razão da ação de uma gangue, na porta da unidade, no Santo Amaro, em Campo Grande. Elas temem que os filhos sejam alvos de tiros, brigas e facadas e exigem que um guarda municipal vigie o prédio. 

O primeiro relato vem de uma mulher de 43 anos, que tem dois filhos adolescentes na unidade de ensino. Ela diz que um dos estudantes se envolveu em uma briga com jovens que não são da escola. 

Ainda segundo a denunciante, ela tem um vídeo que mostra um grupo de jovens, passando em frente à escola, no final da tarde de segunda-feira (23). Seriam estes os suspeitos de ameaças e procurando briga. Em busca de tranquilidade, a mãe exige que um agente da Guarda Civil Metropolitana fique no prédio de forma permanente. 

''Assim como tinha antes da pandemia. Eles tiraram e não tem ninguém fazendo a segurança... ficamos com medo pelos nossos filhos’’, lamenta a mulher, que diz levar e buscar os garotos para não deixá-los em risco. 

Outra mãe de aluno, de 36 anos, garante que foi buscar as filhas na unidade e viu de perto a ação do grupo suspeito.

''Não escutei o que eles falavam, mas vi eles querendo ir para cima de um pai que pegava o filho na escola'', relatou a mulher. ''Aí o pai foi atrás e eles saíram'', completou a moradora.

Uma terceira mulher, de 40 anos, também testemunhou a presença de jovens na esquina da escola, tentando brigar com alunos do João Evangelista. 

O pedido dela é o mesmo das outras mães, para que haja segurança da Guarda Civil na unidade. 

''... a diretora havia solicitado uma guarnição da Guarda para ficar a semana toda em frente à escola, mas chegaram já era por volta das 18h, sendo que as crianças saem às 17h10'', detalhou. 

A primeira mãe que procurou o site diz temer situações de violência que envolvam todos que estiveram no local. 

''Alguns deles podem estar armados e pegar em um pai e em uma criança'', observou. Ela destaca que o pedido é por segurança da Guarda em todas as escolas, para proteção dos filhos de todos. 

Ainda na versão da mãe de 43 anos, os filhos estudam no João Evangelista desde pequenos e a escola não tinha histórico de violência. 

''A direção falou que só pode se responsabilizar do portão para dentro. Mas queremos pelo menos um guarda, para impor respeito ali na frente'', pediu a mãe.  

Semed

De início, a Semed negou que tenha havido briga na unidade de ensino. A secretaria destaca que as confusões envolvem alunos de uma escola estadual, que fica a 600 metros da João Evangelista. 

Sendo assim, como não há problemas dentro da unidade, logo não seria necessário ter guarda municipal no colégio, justificou a prefeitura.  A Secretaria disse que não pode se responsabilizar por eventos ocorridos do portão para fora da unidade. 

A secretaria também destacou que, desde o retorno às aulas presenciais, em agosto de 2021, não houve nenhuma situação grave que precisasse de intervenção. O órgão detalhou que existem projetos da Guarda Civil Metropolitana e Polícia Militar, com foco em atuação nas escolas. 

''Esta semana a GCM realiza um ciclo de palestras na unidade e faz acompanhamento durante o intervalo. A PM mantém o programa "Escola Segura, Família Forte" e devido a situações fora da referida unidade escolar - envolvendo alunos de uma escola estadual da região - a PM também realiza rondas no bairro, especialmente no horário de entrada e saída dos alunos’’, anotou a prefeitura. 

Por fim, a Semed informou que existem agentes patrimoniais na Escola João Evangelista.