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Campo Grande

há 4 meses

Família transforma dor em esperança e autoriza doação de órgãos de vítima de AVC em Campo Grande

Órgãos beneficiarão pacientes em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pará

Mesmo diante da dor imensa causada pela perda de um ente querido, uma família tomou uma decisão marcada por amor e solidariedade na manhã deste sábado (11), no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), em Campo Grande. A família autorizou a captação de órgãos de uma paciente de 42 anos, vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Foram captados o fígado e as duas córneas, que permanecerão em Campo Grande para beneficiar pacientes locais. Um dos rins será enviado para São Paulo e o outro para o Pará, levando esperança a centenas de quilômetros de distância.

O protocolo de morte encefálica foi iniciado na tarde de quinta-feira (9) e concluído na manhã do dia seguinte. Após a confirmação, a entrevista familiar foi realizada ainda na sexta-feira, conduzida pelo enfermeiro Wanderson, da Organização de Procura de Órgãos (OPO), com o apoio da enfermeira Fabíola, da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), e da assistente social Tânia. Com acolhimento e empatia, a equipe auxiliou a família na decisão de doar.

Durante a madrugada, a paciente passou por diversos exames laboratoriais e de imagem para avaliar a viabilidade dos órgãos, sorologias e compatibilidades. A cirurgia de retirada foi iniciada às 8h30 deste sábado, liderada pelo cirurgião Dr. Gustavo, especialista em transplante de fígado no Hospital do Pênfigo, junto com sua equipe, que também realizou a captação dos rins. As córneas foram retiradas pela equipe do Banco de Olhos da Santa Casa, também com participação da OPO. A retirada foi realizada pelo Dr. Sérgio Moreira.

A CIHDOTT atuou desde o início do processo, com envolvimento direto na abertura do protocolo, acompanhamento da paciente, apoio à família e participação na captação. O trabalho conjunto entre o Humap, OPO, Banco de Olhos, Central de Transplantes e demais setores foi essencial para garantir que cada etapa fosse realizada com respeito, agilidade e segurança.

Também foi fundamental o apoio do enfermeiro Mayk Penze, chefe da Unidade de Especialidades Clínicas, que viabilizou exames e procedimentos importantes para a conclusão do processo.

“A dor da perda é imensurável, mas, quando transformada em solidariedade, se torna esperança para outras famílias. Esse gesto da família da nossa paciente mostra o poder do amor ao próximo. Agradeço imensamente à equipe do Humap, à CIHDOTT, à OPO, ao Banco de Olhos, à Central de Transplantes e a todos os profissionais envolvidos. É um trabalho que exige técnica, mas, acima de tudo, empatia e humanidade”, disse a superintendente Dra. Andrea Lindenberg.

Guilherme Henrique de Paiva Fernandes, coordenador da CIHDOTT, destacou a importância do trabalho em equipe e o impacto profundo que a doação de órgãos tem na vida de outras pessoas:

“Este é um exemplo de como a dor da perda pode ser transformada em um ato de amor. A família teve a coragem de tomar uma decisão difícil, mas que, ao mesmo tempo, trouxe esperança e novos horizontes para aqueles que aguardam por um transplante. Nosso papel aqui é garantir que cada etapa seja conduzida com respeito, técnica e empatia, para que vidas sejam salvas e famílias possam ter um novo começo.”

Na manhã deste sábado, o hospital não foi apenas cenário de despedida, mas também de renascimento. Vidas foram salvas graças à decisão corajosa e generosa de uma família, e à dedicação incansável de uma rede de profissionais que fizeram a vida vencer.

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