Trabalhadores e expositores da feira realizada na Praça do Peixe, na Avenida Bom Pastor, em Campo Grande, passaram por momentos de tensão neste sábado (13) após a interrupção das atividades por determinação policial, motivada por denúncias feitas por um morador da região.
Segundo relatos de um feirante, a presença da polícia ocorreu após um morador alegar incômodo com a realização da feira em frente à sua residência. A partir das denúncias, os agentes teriam determinado o desligamento do gerador de energia, afetando toda a estrutura do evento e paralisando o trabalho de diversas famílias que dependem da feira como fonte de renda.
“Fizeram a gente desligar o gerador, acabar com a energia da feira inteira, com famílias trabalhando, porque ele (morador) não quer uma feira, não quer famílias trabalhando na frente da casa dele”, disse a trabalhadora.
Ainda de acordo com os trabalhadores, não havia som alto no local no momento da abordagem, e equipamentos de áudio já haviam sido desligados anteriormente como forma de evitar conflitos. A intervenção também teria impactado bares e outros estabelecimentos da Avenida Bom Pastor, que igualmente precisaram interromper sons e atividades.
Os organizadores destacam que a feira é um espaço de trabalho, geração de renda, cultura e gastronomia, reunindo famílias inteiras que dependem do evento para sustento. Eles afirmam que o desligamento repentino da energia ocorreu sem tempo hábil para aviso aos expositores, o que pode causar prejuízos materiais, como danos a equipamentos elétricos e perda de alimentos.
“Somos tratados como se fôssemos criminosos, quando, na verdade, estamos promovendo emprego e cultura”, relatou a feirante, que também questiona a atuação do poder público diante de outras grandes programações na cidade, como eventos natalinos em regiões centrais.
A situação gerou revolta entre feirantes e frequentadores, que pedem diálogo, bom senso e regras claras para a realização de eventos populares, além de questionarem a prioridade da atuação policial diante de outros problemas de segurança pública.
Reportagem procurou a prefeitura para dar um parecer sobre a situação, mas até o fechamento da matéria não obteve resposta.
Reprodução de vídeo/Noticidade Brasil







