A família de Romário Paes Cardoso, de 70 anos, morto com cerca de cinco tiros no rosto na tarde do último domingo (18), afirma que, para eles, o conflito que culminou no assassinato não se resume à disputa por uma bola, como consta no boletim de ocorrência. O caso ocorreu no Jardim Colúmbia, em Campo Grande.
Em entrevista exclusiva ao TopMídiaNews, a filha de Romário disse que o pai e o suspeito, Adriano do Couto Marques, não tinham um relacionamento ruim e que o motivo alegado por testemunhas não explica a violência extrema.
“Eles não tinham desavença. Meu pai não bebe, como foi divulgado [ no boletim de ocorrência]. Essa ex-mulher dele sempre caçou confusão com os vizinhos e meu pai sempre defendia ela”, afirmou Cristiane, se referindo à ex-companheira de Romário.
Filha diz que ex-mulher agredia Romário
Segundo a filha, o casal estava separado há cerca de três meses, mas o motivo da separação estaria ligado à agressividade da mulher contra Romário. A filha afirmou que o pai sofria agressões e até teve empréstimos feitos no seu nome, sem seu conhecimento, usando a aposentadoria como garantia.
“Ela agredia ele e roubava ele, fez empréstimo no nome dele sem ele saber”, relatou.
Ainda conforme a filha, a ex-companheira estaria morando na casa do idoso mesmo após a separação, até conseguir se mudar, acordado entre ambos. “Entramos [na casa] para procurar documentos do meu pai e encontramos uma bola escondida no guarda-roupa dela”.
A filha ainda afirma que o pai teria tentado defender a mulher em diversas ocasiões, mesmo sendo alvo de agressões. “Todo mundo sabia que eles estavam separados e que ela batia nele”, disse.
Segundo o boletim de ocorrência, a perícia apreendeu câmeras de segurança da residência do suspeito, além de celular e uma das balas utilizadas no crime. O suspeito, Adriano, fugiu em uma moto após os disparos e segue sendo procurado.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.







