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Campo Grande

Flanelinhas intimidam motoristas e exigem dinheiro por 'olhadinha' na Capital

População reclama de pressão ao utilizar vagas sem parquímetro pela cidade

02 novembro 2018 - 18h10Por Dany Nascimento

Além das vagas com parquímetro no centro da Capital, muitas pessoas já se depararam com os famosos Flanelinhas (guardadores de automóveis) espalhados pela cidade, que abordam motoristas para dar aquela famosa ‘olhadinha no veículo’, em troca de dinheiro. Mas, alguns deles acabam deixando motoristas intimidados, principalmente sem estão sem um tostão no bolso.

O professor Guilherme Henrique Silva, 26 anos, afirma que já se deparou com Flanelinhas mal-intencionados e acredita que a população esteja em risco. “Alguns até trabalhavam para levar o sustento para casa, mas a maioria deles está agindo de má fé, porque eles exigem dinheiro em uma vaga que é permitida. Eles falam que cuidam o carro e quando você volta, se não tem dinheiro, eles ficam irritados. Isso quando eles não cuidam a pessoa e passam informação para outros e aquele motorista acaba sendo alvo de assalto, já presenciei isso”.

Guilherme faz questão de não generalizar a categoria e destaca que alguns deles tentam levar o sustento para casa. “Claro que tem alguns que são honestos, que estão ali porque realmente precisam, mas temos que tomar cuidado. Eles ficam furiosos quando a pessoa não tem dinheiro, como se fosse uma obrigação fazer o pagamento de uma vaga que está disponível para uso. Já temos o parquímetro que cobra e não podemos deixar os Flanelinhas pressionarem, se temos tudo bem, mas se não temos dinheiro, eles precisam respeitar”.

Assim como o professor, o vigia Josué Augusto, 50 anos, se posiciona contra os Flanelinhas. “Ali perto do mercadão tem muitos, eles ficam em cima das pessoas, com cara feia, pressionando o pagamento. Por conta dessas pessoas, quem realmente precisa se submeter a ser Flanelinhas acaba perdendo, é complicada a situação”.

O aposentado de 67 anos, Laudelino Felipe, confirma que já se deparou com atitudes de vandalismo por parte dos Flanelinhas. “Eu já vi eles ameaçando os motoristas, falando que iam quebrar o vidro com uma pedra, que iam rasgar os pneus se não pagasse, eles pressionam de tudo quanto é jeito e isso não pode acontecer”.

Na contramão, uma mulher de 35 anos, que atua como auxiliar administrativa e prefere não se identificar, os Flanelinhas estão pelas ruas por falta de oportunidade de emprego. “Eu acredito que eles estão na rua justamente por falta de oportunidade, falta emprego para todos e sem comer ninguém fica. É a única forma que eles encontraram de levar sustento para dentro de casa”.


Prefeitura

O TopMídiaNews entrou em contato com a prefeitura da Capital, mas até o fechamento desta matéria, nenhuma resposta foi encaminhada.